Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 27/11/2019 às 09:39:30

Segundo Pequim, política egoísta dos EUA está alimentando conflitos no Oriente Médio

Segundo Pequim, política egoísta dos EUA está alimentando conflitos no Oriente Médio Política egoísta dos EUA está alimentando conflitos no Oriente Médio, afirma Pequim. Foto: © REUTERS / Kevin Lamarque

China diz que a política dos EUA está aumentando a instabilidade na região, e pede uma abordagem abrangente para tentar resolver os conflitos.

Chen Xiaodong, vice-ministro das Relações Exteriores da China, apelidou a política dos EUA de “egoísta e unilateral”, afirmando, durante a abertura do Fórum de Segurança do Oriente Médio em Pequim, que ela é a principal causa da difícil situação de segurança no Oriente Médio.

“A situação no Oriente Médio está longe de ser pacífica hoje, as tensões nos ‘locais de conflito’ estão aumentando, com a instabilidade política e a crise continuando a prejudicar vários países da região”, disse o responsável.

Segundo ele, “a situação atual no Oriente Médio é resultado de uma série de fatores”, incluindo o aumento das tensões étnicas, geopolíticas e religiosas.

Entre esses fatores, destacou que “os EUA, sendo a única superpotência do mundo e tendo tremenda influência no Oriente Médio, estão seguindo uma política egoísta e unilateral que beneficia os mais fortes à custa dos fracos, continuando este a ser o principal fator na difícil situação de segurança da região”.

“A paz global continuará sendo uma ilusão se a segurança no Oriente Médio não for garantida”, sublinhou Chen Xiaodong.

Terrorismo no Oriente Médio

Outro dos grandes problemas na região é o terrorismo, referiu durante a abertura do evento o vice-ministro das Relações Exteriores da China.

Xiaodong enfatizou a necessidade de “uma estratégia antiterrorista abrangente” para “reforçar a segurança no Oriente Médio”.

“Precisamos de adotar uma abordagem que abranja tanto os sintomas como as causas profundas, cortando o financiamento do terrorismo e reforçando a cooperação prática em matéria de transferência de suspeitos de terrorismo, controlo das fronteiras e partilha de informações”, recomenda o político chinês.

Ele também criticou a dualidade de critérios na abordagem antiterrorista.

“A comunidade internacional deve abandonar qualquer dualidade de critérios na luta contra o terrorismo e a prática de ligar o terrorismo a qualquer religião em particular”, disse.

O vice-ministro acrescentou que os direitos humanos não devem ser usados como pretexto para criticar os esforços de outros países na luta contra o terrorismo e o radicalismo.

Sputnik

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