Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 07/06/2019 às 11:03:48

Theresa May deixa hoje a liderança do Partido Conservador do Reino Unido

Theresa May deixa hoje a liderança do Partido Conservador do Reino Unido A primeira-ministra britânica Theresa May discursa durante cerimônia de 75 anos do Dia D, no Commonwealth War Cemetery em Bayeux, na França, na quinta-feira (6) — Foto: Reuters/Pascal Rossignol

Theresa May deixa nesta sexta-feira (7) a liderança do Partido Conservador. Ela permanece, porém, como primeira-ministra do Reino Unido até que seu sucessor seja eleito, o que deve acontecer na segunda quinzena de julho.

A partir do dia 10, membros de seu partido terão uma semana para se inscrever e concorrer à liderança e, consequentemente, ao cargo de premiê, já que o Partido Conservador ocupa a maioria na Câmara dos Comuns.

De acordo com a BBC, 11 membros do partido já confirmaram sua intenção de participar do processo. Entre os mais conhecidos estão o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, e ex-ministros e secretários, como Michael Gove, Andrea Leadsom e Jeremy Hunt.

O conselho do Partido Conservador anunciou que pretende divulgar o nome de um novo primeiro-ministro na semana que começa em 22 de julho.

Votações

Cada um dos candidatos precisa ter o apoio de pelo menos oito colegas de partido para seguir adiante. Em seguida, deve obter 5% dos votos em uma primeira votação e 10% na segunda, o que equivale a 16 e 32 deputados, respectivamente.

A partir daí, é eliminado o que tiver menos votos, e o processo continua com esta regra até que restem apenas dois.

Serão realizados então uma série de encontros entre candidatos e eleitores, seguidos por uma votação pelo correio, da qual participarão 124 mil membros registrados do Partido Conservador.

Recesso de verão

A data para a divulgação do nome do novo primeiro-ministro poderá coincidir com o recesso de verão do Parlamento, que ainda não teve seu início informado.

Mel Stride, líder do Partido Conservador na Câmara dos Comuns, disse ao jornal “Independent” que não pode garantir que os prazos não coincidam.

Caso isso aconteça, o novo premiê teria quase dois meses no cargo antes que pudesse ser questionado pelos parlamentares, em setembro, atrapalhando os planos do Partido Trabalhista, que já afirmou que irá propor uma moção de confiança ao novo líder assim que ele tomar posse.

Dominic Raab, ex-secretário do Brexit que renunciou ao cargo em 2018 e é um dos candidatos, irritou colegas de seu próprio partido ao sugerir que, caso seja eleito, poderia estender o recesso, fazendo com que os parlamentares permaneçam afastados até o fim de outubro. Desta forma, eles não poderiam tentar bloquear um Brexit sem acordo, que ele defende.

G1

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