Carlos Lima
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Internacional
Carlos Lima | Publicado em 24/11/2017 às 09:44:48

Um leilão de escravos em pleno 2017

Um leilão de escravos em pleno 2017 Em pleno 2017 acontece leilão de escravos na Líbia

Jovens africanos na rota migratória para a Europa, vendidos em leilões como escravos, surrados, sequestrados em troca de resgate.

Isso há anos acontece na Líbia.

Organizações sociais e as próprias vítimas já denunciaram várias vezes, com pouca repercussão.

Entretanto, um vídeo contando como funciona esse mercado de seres humanos, divulgado há uma semana pela rede CNN, gerou uma onda de indignação na África.

Os presidentes da África ocidental, a região de origem da maior parte dos migrantes, reagiram com firmeza.

O primeiro foi Mahamadou Issoufou (Níger), que solicitou uma investigação ao Tribunal Penal Internacional e convocou seu embaixador na Líbia para consultas.

Idêntica decisão tomou Roch Kaboré (Burkina Faso), junto com um apelo às autoridades líbias para que atuem.

O Governo senegalês exigiu uma investigação pelo que o presidente malinês, Ibrahim Boubacar Keita, denominou de “barbárie que interpela a consciência de toda a humanidade”.

Todos solicitaram à União Europeia, à União Africana e às Nações Unidas que intervenham de uma vez.

Até o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declara-se “horrorizado” e não descarta a possibilidade de processar os responsáveis por crimes contra a humanidade.

“A escravidão não tem lugar em nosso mundo”, disse Guterres, “isto nos recorda da necessidade de abordar os fluxos migratórios de maneira global e humana (…) e reforçar a cooperação internacional para reprimir os atravessadores e traficantes, e para proteger os direitos de suas vítimas”.

O Governo de unidade nacional da Líbia anunciou a abertura de um inquérito.

A sociedade civil africana também elevou a voz. Os mais midiáticos foram os jogadores de futebol que atuam na Europa, encabeçados por Geoffrey Kondogbia, atleta do Valencia de origem centro-africana, que neste domingo, durante um jogo contra o Espanyol, ostentou uma camiseta com os dizeres:

“Futebol à parte, não estou à venda”. Da Inglaterra, o franco-guineano Paul Pogba, astro do Manchester United, pedia em seu perfil do Twitter “que esta crueldade acabe”.

José Naranjo, El Paisleilão, escravos, Líbia,

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