Carlos Lima
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Literatura
Carlos Lima | Publicado em 19/07/2017 às 17:08:50

Jane Austen, uma estrela de rock literária 200 anos após sua morte

Jane Austen, uma estrela de rock literária 200 anos após sua morte Moeda comemora 200 anos da morte da escritora Jane Austen

É possível pensar que a única “verdade universalmente reconhecida” sobre Jane Austen quase começa e termina na famosa frase do início do seu livro Orgulho e Preconceito, aquele pressuposto irrefutável de que “um homem solteiro com fortuna deve estar procurando uma esposa”.

Dia 18 de julho comemora-se o bicentenário da morte da autora britânica aos 41 anos, uma escritora cuja fama póstuma e dedicados seguidores a transformaram em uma espécie de estrela de rock literária, um ícone cultural que desperta agitadas paixões.

Seus leitores dedicados desenvolvem com ela uma intimidade peculiar e sentem um estranho esnobismo ou direito de propriedade que poderia ser resumido em um “não toquem na minha Jane” ou “esse bando de fãs bregas realmente não entende a obra dela”.

O debate inflamado sobre a “leitura correta” das obras, sua popularização ou transformação em um produto pop e equivocadamente superficial, é algo tão clássico quanto as roupas de corte imperial que vestem suas heroínas nas recorrentes adaptações cinematográficas e televisivas de seus seis livros.

Já disse Virginia Woolf que “qualquer pessoa que tiver a ousadia de escrever sobre Jane Austen é consciente de que há 25 homens idosos que vivem na cidade de Londres que se ressentem de qualquer dúvida sobre sua genialidade, como se fosse uma afronta à castidade de suas tias”.

A advertência dela não foi levada em conta. A grande quantidade de estudos e livros sobre a vida, obra, milagres, estilo, costumes, culinária e paisagens do universo de Austen foi e é imparável.

A Grã-Bretanha imprimirá este ano notas de 10 libras com seu rosto; Winchester, em cuja catedral está enterrada a escritora; receberá uma grande exposição, e em espanhol aparecerão edições comemorativas de seus romances (por Alianza e Penguin Classics) e pela primeira vez a coleção completa de sua correspondência, Cartas (dÉpoca Editorial) e seus escritos de juventude, Amor e Amizade (Alba).

ANDREA AGUILAR

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