Carlos Lima
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Literatura
Carlos Lima | Publicado em 25/11/2019 às 10:01:45

Leia o prefácio escrito por Lula para o livro “Lula e a espiritualidade”

Leia o prefácio escrito por Lula para o livro “Lula e a espiritualidade” Lula e Mauro Lopes falam sobre o lançamento do livro Lula e a Espiritualidade (Foto: Ricardo Stuckert)

Leia o prefácio do livro “Lula e a espiritualidade: oração, meditação e militância”

Em tempos de exploração da fé e manipulação políticapromovidas por falsos profetas que semeiam a ganância e o ódio, este livro é um sopro de esperança. Aqui estão reunidas diferentes vozes, das mais diferentes religiões, falando a mesma língua: a do amor. Para mim, e para os autores e as autoras deste livro, não há outra maneira de vivenciar a espiritualidade que não seja exercer o Bem.

Não sei dizer com exatidão quando a espiritualidade entrou na minha vida. O que posso dizer com toda a certeza é que desde muito cedo aprendi a amar o próximo. Serei eternamente grato ao povo brasileiro pela bênção de poder governar este país e transformar em ações concretas a minha crença mais profunda: a de que a vida só tem sentido se cada um de nós fizer as coisas com amor, generosidade e senso de humanismo.

Não aprendi a odiar. Não odeio sequer meus algozes, que me trancaram numa cela porque tiveram medo que eu voltasse à Presidência para cuidar dos mais necessitados,achando que com isso teriam seus lucros reduzidos, e porque odeiam qualquer um que sonhe em dividir o pão. Eles não sabem dividir. Eles não aprenderam a sonhar,enquanto eu,  tanto tempo privado de minha liberdade, sigo sonhando com um mundo melhor, onde reine a paz, a fartura e a justiça para todos.

Vivi a minha vida inteira cercado daqueles que maisamo: meus familiares, meus amigos, o povo brasileiro. Sei a dor que a distância deles me causou. No entanto, a solidão que me foi imposta fez de mim um ser humano melhor. Rezei, meditei, mergulhei numa jornada de autoconhecimento. A comunhão comigo mesmo renovou minha esperança e minha crença no ser humano.

Aprendi que a gratidão é um dos sentimentos mais fortes e mais nobres. Sou grato a cada pessoa que vem me visitar na prisão, que enfrenta o frio, o sol e a chuva na inesquecível Vigília pela minha liberdade, e que mesmo à distância ora por mim, envia energias positivas e me deseja o Bem.

Aprendi também que nunca estamos verdadeiramente sós, que somos parte de um Todo. Que a cada um é dada a missão de ser feliz e fazer os outros felizes, embora  tantos ainda queiram o contrário.

Agradeço de coração ao amigo e irmão Mauro Lopes, idealizador deste livro, que nunca me faltou nas horas mais difíceis, e a cada autor e a cada autora que humildemente trouxe sua mensagem de fé e esperança. A todas e todos, minha eterna gratidão.

Paz e Bem.

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