Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 09/11/2018 às 14:34:04

Bolsonaro quer foco na economia para tentar aprovar algo ainda em 2018

Bolsonaro quer foco na economia para tentar aprovar algo ainda em 2018 Bolsonaro quer foco na economia para tentar aprovar algo ainda em 2018 no Congresso Por Valdo Cruz

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, quer focar em projetos da economia para tentar aprovar algo ainda neste ano no Congresso. Demais temas, como flexibilização no estatuto do desarmamento, ficam para 2019, após sua posse na Presidência da República e já com a formação do novo Legislativo.

A avaliação da equipe do próximo presidente é que o tempo está ficando cada vez mais curto para votações no Congresso e será preciso definir prioridades. O problema é que, na avaliação de líderes de partidos que devem integrar a futura base de apoio de Bolsonaro, o clima é de falta de coordenação e desmobilização política.

Neste cenário, aprovar temas polêmicos, como os relacionados à Previdência Social, é visto como quase impossível. Mesmo dentro da disposição do novo governo de tentar votar projetos sobre benefícios previdenciários que não mudem a Constituição, o que teoricamente seria mais fácil. Aprovar emendas constitucionais, que demandam apoio de 308 deputados, é descartado.

A expectativa na equipe de Bolsonaro é aprovar pelo menos projetos como o da independência do Banco Central e concluir as votações do cadastro positivo, que permitirá redução de juros para os consumidores, e do distrato de contratos no setor habitacional, referente à devolução de apartamentos adquiridos ainda na planta.

Interlocutores de Bolsonaro reconhecem que, tudo indica, as principais votações vão ficar para o próximo ano, depois da posse. O atual Legislativo representaria mais riscos do que promessa de notícias positivas para o novo governo.

A aprovação do projeto que elevou o salário de ministros do Supremo Tribunal Federal é citado como um sinal de alerta, de que será necessário pelo menos evitar que novos projetos que criam despesas sejam aprovados em 2018.

Valdo Cruz

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