Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 03/11/2018 às 10:00:30

Brasil de Moro-Bolsonaro ruma para isolamento internacional

Brasil de Moro-Bolsonaro ruma para isolamento internacional Dias piores virão

O Brasil caminha celeremente para um isolamento internacional que se somará a políticas públicas que serão implementadas pela equipe econômica de Jair Bolsonaro e que aprofundarão o processo de empobrecimento nacional iniciado pelo governo Michel Temer.

Com Bolsonaro, o que resta da CLT será eliminado e o Brasil sofrerá boicote econômico internacional por violação da democracia.

A ditadura militar (1964-1985) terminou quando o último ditador já não conseguia mais gerir o Brasil devido a uma economia escangalhada pelo autoritarismo.

Milhões de desempregados vagavam em transe pelo Brasil, a desigualdade atingira os píncaros da vergonha, a pobreza e a miséria chegaram ao paroxismo. Naquele momento, a violência e a criminalidade já saíam de controle.

A ditadura militar manteve o Brasil em crise econômica muito depois de terminar.

Na verdade, a crise causada pela ditadura durou até 2002, ano da eleição de Lula, quem tirou o Brasil da crise a partir de 2003, iniciando uma década de ouro na qual todos – ricos e pobres – melhoraram de vida neste país.

A eleição de Bolsonaro terá um efeito pior.

A total ausência de competência de um picareta como o tal “posto Ipiranga” do presidente eleito e a mediocridade intelectual deste levarão o Brasil a tentar obter por meio da força um apoio unânime ao novo governo, o que a história da humanidade revela  que jamais funcionou em parte alguma.

O golpe de misericórdia da inserção do Brasil na comunidade internacional será a precarização total do trabalho assalariado.

Hoje, segundo a Folha de São Paulo, a cada 10 brasileiros que estavam trabalhando no terceiro trimestre deste ano, cerca de 4 atuavam na informalidade, apontam os dados da mais recente Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre junho e setembro, o país registrou 92,6 milhões de pessoas ocupadas.

Dessas, quase 43%, ou 39,7 milhões de pessoas, não tinham carteira assinada, somando empregados do setor privado e público sem registro, trabalhadores por conta própria sem CNPJ, trabalhadores doméstico sem carteira e quem trabalha em família.

São empregos de pior qualidade e que consolidam o empobrecimento dos brasileiros em relação a 2014, quando o emprego com carteira assinada bateu recorde e o Brasil finalmente atingiu a situação de pleno emprego, com quase toda força de trabalho do país bem empregada e com salários infinitamente superiores aos de hoje.

Diante  desse quadro, a convulsão social será inevitável. E só existirá um meio de o novo regime evitar que Bolsonaro seja vítima do mesmo processo que tirou Dilma do poder: um autogolpe.

Os militares poderão fechar o Congresso e tornar Bolsonaro – ou Mourão? – um ditador, governando à revelia do desejo da sociedade.

Dias sombrios vêm por aí. Preparemo-nos

Editoria do BC

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