Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 12/02/2019 às 16:30:30

‘DISSO EU NÃO FALO’, DIZ HELENO SOBRE CANDIDATOS LARANJAS DO PSL

‘DISSO EU NÃO FALO’, DIZ HELENO SOBRE CANDIDATOS LARANJAS DO PSL General,disso não falo

O ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, desconversou nesta terça-feira (12) sobre o caso dos candidatos laranjas do PSL. “Isso é outro problema, disso eu não falo. Bom dia”, afirmou o ministro em São Paulo.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o grupo do atual presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), recém-eleito segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, criou uma candidata laranja em Pernambuco que recebeu do partido R$ 400 mil de dinheiro público na eleição de 2018.

Maria de Lourdes Paixão, 68, foi a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o país, mais do que o próprio presidente Jair Bolsonaro e a deputada Joice Hasselmann (SP), essa com 1,079 milhão de votos.

A prestação de contas dela aponta que foram gastos 95% desses R$ 400 mil em uma gráfica para a impressão de 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos – às vésperas do dia 7 de outubro.

Cada um dos quatro panfleteiros que ela diz ter contratado teria de distribuir 750 mil santinhos por dia.

“A Folha visitou os endereços informados pela gráfica na nota fiscal e na Receita Federal e não encontrou sinais de que ela tenha funcionado nesses locais durante a eleição”, diz a matéria.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro (PSL), deputado federal mais votado em Minas, também patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara, segundo o jornal paulista.

A comando nacional do partido repassou R$ 279 mil a quatro candidatas.

O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas.

Mas essas quatro receberam somente pouco mais de 2.000 votos, em um indicativo de candidaturas de fachada, em que existe a simulação de alguns atos de campanha, mas não empenho efetivo na busca de votos.

Leonardo Attuch

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