Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 02/09/2017 às 12:45:16

Governo pretende introduzir pequenas e médias empresas ao mercado da China

Governo pretende introduzir pequenas e médias empresas ao mercado da China Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Temer e o presidente da China, Xi Jinping, assinaram 14 atos internacionais.

O presidente Michel Temer afirmou, no encerramento do Seminário Empresarial Brasil-China, neste sábado (2, no horário do Brasil), que pretende incluir pequenas e médias empresas no mercado chinês.

“Queremos explorar novas fronteiras com a inclusão de pequenas e médias empresas no fluxo de comércio e investimento com a China. Queremos naturalmente as grandes empresas, mas sabemos do significado, do valor do emprego que as pequenas e médias empresas também podem gerar”, disse o presidente para plateia formada por empresários chineses e brasileiros.

Temer acrescentou também que instruiu o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e a Apex-Brasil a trabalharem na inserção das companhias no mercado exterior.
Como forma de incentivar a atuação das pequenas e médias empresas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai abrir linha de crédito de R$ 20 bilhões.
“A China já é o maior parceiro comercial do Brasil e tem sido, crescentemente, fonte importante de investimentos em nosso país”, disse Temer.
Na avaliação de Temer, esses vínculos vão se intensificar com o desenvolvimento da economia chinesa e a retomada do crescimento econômico no Brasil.
Em seu segundo dia de visita oficial à China, Temer foi recebido pelo presidente do país asiático, Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo, em Pequim. Em busca de investidores para o pacote de concessões do governo federal, o presidente brasileiro teve uma agenda intensa nesta sexta-feira (1º) na capital chinesa.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Temer e o colega chinês assinaram 14 atos internacionais no encontro desta sexta, dos quais uma parte é de acordos bilaterais entre os dois países e outra de acordos privados, que, de acordo com o governo brasileiro, devem gerar negócios e investimentos no Brasil. No total, o setor privado assinou oito atos.

Os compromissos de Temer na China ocorreram durante a madrugada desta sexta no horário de Brasília. A China tem fuso horário de 11 horas a mais em relação ao Brasil.
Veja alguns dos acordos fechados entre Brasil e China:
Acordos para facilitação de vistos de turismo e de negócios entre os dois países
Parceria para coprodução cinematográfica entre Brasil e China
Memorando de entendimento sobre comércio eletrônico
Licenciamento da Fase 2 da Usina de Belo Monte
Memorando de entendimento entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Associação Chinesa de Futebol (CFA) sobre cooperação no esporte
Acordo-quadro entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Sinosure para prestação de garantias a investidores chineses no Brasil
Contrato de Financiamento da China Communication and Construction Company (CCCC) para Construção do Terminal de Uso Privado no Porto de São Luís
Em meio à visita, na tradicional troca de presentes entre autoridades, Temer deu ao presidente da China uma camisa da Seleção autografada por Pelé. Na dedicatória ao líder chinês, o tricampeão mundial desejou, em inglês, “boa sorte” a Xi Jiping.
Na troca de presentes, o presidente brasileiro recebeu uma obra de arte do colega chinês.
À tarde no horário chinês, o chefe de Estado brasileiro participou de uma cerimônia na Praça da Paz Celestial, local que ficou mundialmente conhecido em razão dos protestos liderados por estudantes, em 1989, que acabaram em um massacre de centenas de pessoas protagonizado pelo exército da China.

Ao final da solenidade na Praça da Paz Celestial, Michel Temer participou de uma audiência, no Grande Palácio do Povo, com o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Yu Zhengsheng.

A conferência, composta por integrantes do Partido Comunista Chinês, é um órgão consultivo do governo da China, responsável pelo debate dos princípios do comunismo.
Primeiro-ministro
Antes da cerimônia com o presidente da China, a romaria de Temer pela sede do governo comunista chinês também teve uma parada para conversar com o primeiro-ministro do país, Li Keqiang.
No Twitter, o presidente do Brasil escreveu que apresentou ao premiê chinês tudo o que tem sido feito pelo governo dele para reorganizar a economia brasileira e promover um ambiente favorável para novos investimentos.
Primeiro dia de visita
Na quinta (31), primeiro dia de compromissos oficiais na China, Temer se reuniu com empresários. O governo quer atrair investidores com o pacote de privatizações e concessões anunciado na semana passada.
Ao todo, foram anunciados 57 ativos, entre os quais a Casa da Moeda e a Eletrobras, além de portos, aeroportos, rodovias e linhas de transmissão de energia.
Nos últimos seis anos, segundo dados do governo brasileiro, a China investiu no Brasil mais de US$ 45 bilhões.
Negócios na área de infraestrutura, ferrovias, telecomunicações, mineração. Para os chineses, o Brasil em crise está barato e eles querem ir às compras.
Esta é a segunda viagem de Temer à China desde que ele assumiu o Palácio do Planalto. Em agosto do ano passado, logo após o Senado aprovar o impeachment de Dilma Rousseff, o presidente embarcou para o país para participar da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 principais economias do mundo.
Brics
Neste domingo (3), Temer viajará para Xiamen para participar da cúpula do Brics, bloco que réune Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro se estenderá até 5 de setembro.
G1

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