Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 10/03/2019 às 13:55:02

LIGAÇÃO DO CLÃ BOLSONARO COM MORTE DE MARIELLE É ATERRORIZANTE

LIGAÇÃO DO CLÃ BOLSONARO COM MORTE DE MARIELLE É ATERRORIZANTE

O jornalista Luis Nassif, editor do jornal GGN e primeiro colunista a dizer que o governo Bolsonaro poderá acabar em razão de sua ligação com as milícias do Rio de Janeiro, informa que o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime que empregou sua mãe e sua mulher no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, é o principal suspeito de ter efetuado os disparos contra Marielle Franco.

“Há pelo menos seis meses a equipe que investiga a morte de Marielle Franco tem convicção de que foi ele o autor dos disparos que mataram a vereadora. Demorou-se mais tempo que o normal nas investigações depois que a equipe se deparou com as ligações do capitão com o gabinete de Flávio Bolsonaro, filho de Jair.”

As menções a figuras políticas influentes que impediriam as investigações não se referiam a meros vereadores, deputados ou políticos do PMDB. Era a uma força maior. Daí o nome da operação: Os Intocáveis”, informa Nassif, que diz ter certeza da queda de Bolsonaro.

O que vai restar dessa lambança toda?

Há uma certeza e uma incógnita.

A certeza é que Bolsonaro será impichado. A incógnita é quanto ao tempo que irá demorar o processo.

Seu único trunfo, junto ao bloco do impeachment, seria a eventualidade de sua queda provocar a volta do PT.

Não ocorrerá. Sua queda promoveria a ascensão natural do general Mourão, preservando a unidade em torno de um comando mais racional, diz ele.

“Se valer um palpite, acho que haverá um desfecho relativamente rápido dessa crise.”

Com informações de Luis Nassif

A jornalista Fernanda Chaves, ex-assessora da vereadora Marielle Franco e que sobreviveu ao ataque que matou a vereadora e o motorista Anderson Gomes, concedeu uma longa entrevista ao Diário de Notícias, o maior jornal de Portugal.

Fernanda, que está numa cidade não revelada, conta detalhes do que aconteceu no dia do assassinato de Marielle, o que ela fez após o crime e confessa-se assustada por a polícia suspeitar de uma milícia, o Escritório do Crime, cujos chefes têm forte ligação ao clã Bolsonaro.

“Durante esse tempo todo eu tenho evitado divagar sobre as possibilidades da autoria do assassinato. É uma posição pensada porque eu sinto que não tenho de dar respostas, tenho é de recebê-las: o estado brasileiro, a polícia é que me está a dever respostas a mim, a todos nós, ao mundo.

No entanto, não dá para negar, pelo perfil do crime, pela arma utilizada, que há envolvimento de milícias. E não é novidade que a família do presidente Jair Bolsonaro tem ligação com as milícias – ele já as exaltou e o filho dele homenageou polícias envolvidos em milícias”, diz a jornalista ao jornal português.

“As milícias são grupos armados compostos por polícias, bombeiros, agentes penitenciários – uma espécie de braço armado do Estado atuando no crime, portanto. No fundo, são máfias, porque dominam territórios, cobram às populações por serviços de gás, televisão por cabo ou aluguel de forma criminosa. E agem sobre decisões políticas. As ligações de Bolsonaro e do filho, através de muitos membros dos seus gabinetes, a milícias e, mais precisamente, ao grupo miliciano acusado de executar a Marielle, são aterrorizantes. E têm de ser investigadas e cobradas. Mas a minha avaliação sobre o assunto acaba aí. Quem tem de falar são as autoridades”, diz ela.

Reportagem do  Diário de Notícias, o maior jornal de Portugal

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