Carlos Lima
Hoje dia 11/11/2019 às 20:37:05

Nacional
Carlos Lima | Publicado em 22/10/2019 às 13:48:41

O bananal do Jair Bolsonaro

É inacreditável o plano de Paulo Guedes noticiado hoje pelo Valor Econômico.

No momento em que a indústria brasileira encolhe, na hora em que o comércio mundial se enche de tarifas (com China e EUA taxando a importação de produtos), quando nossa balança comercial vê minguar os saldos exportação x importação, o Governo Bolsonaro aparece com um “plano de abertura da economia desenhado pelo governo Jair Bolsonaro prevê um corte unilateral das alíquotas de importação sobre produtos industriais de 13,6% para 6,4%, na média, em quatro anos”!

Corte unilateral, sim, é isso mesmo que você pensou: cortamos as nossas tarifas sem exigir que cortem as que cobram de nós nas importações, mais, muito mais, que já o exigem as regras de livre comércio da OMC, já draconianas.

Pela simulação, que representa o primeiro exercício efetivo nas discussões sobre o futuro da TEC, as alíquotas aplicadas sobre automóveis de passageiros trazidos do exterior devem cair de 35% para 12%.

Diminuiria também, de 35% para 12%, a tarifa cobrada de produtos têxteis e vestuário (…)laminados de aço a quente teriam queda de 12% para 4%.

Ônibus passariam de 35% para 4%. O polipropileno, um dos principais bens da indústria petroquímica produzidos no Brasil, baixaria de 14% para 4%.

Fabricar aqui, pra quê?

O Valor ressalta, porém, que em relação ao agronegócio, a postura é outra, apesar de, pelo grau de desenvolvimento alcançado pelo setor, necessitar de menor proteção.

“O agronegócio ficaria com alíquotas praticamente inalteradas”, diz o jornal.

As tarifas sobre o etanol, que beneficiam os usineiros, permanecem em 20% e a das bananas equatorianas, sobre as quais o presidente colocou a importação de irrelevantes três caminhões da fruta como caso de segurança nacional, por prejudicarem o seu querido Vale da Ribeira, mantêm-se nos 10% atuais.

Como as tarifas são comuns ao Mercosul, arruina ainda mais a Argentina e afeta também o Chile, embora este tenha um perfil industrial onde o extrativismo mineral, com baixo valor agregado, seja o dominante.

Caminharemos, mais do que já estamos, para ter indústrias apenas como montadoras de componentes importados – um ou outro, de baixo valor, produzido localmente – com mão de obra barata. Assim mesmo, olhe lá, bem pouca.

Sob o aplauso da elite econômica de um país que produziu industriais no século XX e , no XXI, produz apenas gerentes e capatazes.

Como os bolsonaristas podem defender um governo tão subserviente ao capital estrangeiro, aniquilante da soberania nacional e medíocre quanto esse.

O que está acontecendo com o nosso povo?

Esse é o pior presidente  que o Brasil já teve em toda sua história.

Cljornal com informações do Valor Econômico.

Comentários

comentários

Veja também