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Carlos Lima | Publicado em 08/08/2013 às 15:33:31

Perícia afima que marcas no pescoço de Isabella não foram feitas por pai e madrasta

Perícia afima que marcas no pescoço de Isabella não foram feitas por pai e madrasta

O resultado de uma perícia realizada nos Estados Unidos pode dar uma reviravolta no caso da menina Isabella Nardoni, morta em 2008. O laudo divulgado pelo diretor do Instituto de Engenharia Biomédica da George Washington, James K. Hahn, concluiu que as marcas de estrangulamento no pescoço da criança não foram causadas pela madrasta Anna Carolina Jatobá, nem pelo pai, Alexandre Nardoni.

 

O exame foi encomendado por Roberto Podval, criminalista que trabalha na defesa do casal, que está preso desde 2010. De acordo com a perícia, foi analisado que as marcas encontradas no pescoço da pequena Isabella “não são compatíveis com a morfologia das mãos de Anna e de Alexandre”. Além disso, segundo a perícia, não existe a possibilidade de as marcas terem sido feitas por mãos humanas.

 

A análise foi feita a partir de moldes das mãos do pai e da madrasta da criança. O estudo foi desenvolvido baseado nas articulações das mãos e dedos do casal. Um relatório final que explica o passo a passo de como chegaram à estas conclusões ainda ainda está sendo preparado pelos peritos e será anexado no processo do caso Nardoni, mesmo sabendo que dificilmente a Justiça aceitará novas provas.

 

A defesa de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni entrará com um pedido de habeas corpus. No entanto, apenas após a decisão judicial final poderá ser feito um pedido de revisão criminal do caso. Para que a revisão fosse aceita, o casal precisaria continuar preso e aguardar.

 

Podval acredita na liberação do casal. “Todo o trabalho da perícia da polícia de São Paulo tem por base a literatura médico-legal americana. Fomos então aos EUA buscar uma análise isenta e ela mostrou que Isabella não foi asfixiada por Anna Carolina, o que desmonta toda a base da acusação”, afirmou, relembrando que agora existe uma nova prova que coloca em dúvida o envolvimento do casal no crime.

 

 

 

 

Fonte: Redação/ Correio

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