Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 22/12/2017 às 11:07:36

Recursos enviados a estados e municípios para presídios caem pela metade

Recursos enviados a estados e municípios para presídios caem pela metade O diretor do Depen, Jefferson de Almeida, durante coletiva de imprensa nesta sexta em Brasília (Foto: Paulo Vitor Oliveira/G1)

O Ministério da Justiça divulgou nesta sexta-feira (22) o repasse de R$ 656 milhões do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para estados e municípios. O valor corresponde à metade do montante enviado em 2016, de R$ 1,2 bilhão.

O Funpen foi criado em 1994 – e tem como finalidade arrecadar recursos para financiar e apoiar as atividades e programas de modernização do sistema carcerário do país.

Segundo o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Jefferson de Almeida, a queda no repasse não representa um corte. De acordo com ele, o Fundo arrecadou menos em 2017 e, pela lei, 75% da arrecadação deve ser enviada aos estados.

“Não há nenhuma questão de corte, apenas atendimento de uma determinação contida na legislação”, afirmou.

Do montante, R$ 590 milhões serão repassado para os estados, e o restante para os municípios.

Por determinação de lei, 30% do montante enviado à cada unidade da federação deve ser direcionado à construção, reforma e ampliação das unidades, a fim de aumentar o número de vagas no sistema penitenciário.

O restante pode ser aplicado em modernização e aparelhamento das prisões, como tornozeleiras eletrônicas, capacitação de servidores e pesquisa na área penal.

Segundo o Ministério da Justiça, São Paulo é o estado que receberá o maior montante: R$ 74 milhões. Em seguida estão Minas Gerais, R$ 34 milhões, e Ceará, R$ 29 milhões. O cálculo é feito a partir da população carcerária de cada estado.

As unidades da federação deverão encaminhar ao Depen relatórios semestrais sobre a execução do recurso. O prazo para utilização da verba foi estipulado em dois anos. Os recursos que não forem utilizados nesse prazo deverão retornar aos cofres públicos.

Alessandra Modzeleski

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