Carlos Lima
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Polícia
Carlos Lima | Publicado em 17/11/2017 às 10:31:09

Família de brasileira morta em Portugal não tem condições de trazer o corpo para o Brasil

Família de brasileira morta em Portugal não tem condições de trazer o corpo para o Brasil Ivanice Carvalho da Costa foi morta por engano pela polícia em Lisboa, diz a imprensa local. (Foto: Arquivo Pessoal)

O advogado da família de Ivanice Carvalho da Costa, de 36 anos, que foi morta em uma operação policial em Lisboa, em Portugal, na madrugada de quarta-feira (15), deve entrar com um pedido judicial nesta sexta-feira (17) para que o governo português pague o translado do corpo da brasileira para Amaporã, no noroeste do Paraná.

A informação foi confirmada pela tia da vítima, que também mora em Lisboa, a vigilante Célia Maria da Silva, de 42 anos.

“Foi uma monstruosidade o que fizeram. Não estavam autorizados a agir daquela maneira”, diz.

Conforme o jornal local “Diário de Notícias”, Ivanice foi baleada depois que o carro em que estava desobedeceu um sinal de parada da polícia e foi confundido com o de assaltantes. O veículo foi atingido por vários disparos.

O pedido para o governo de português será feito, segundo a tia da vítima, porque a família não tem dinheiro para trazar o corpo para o Brasil e por se tratar de um homicídio cometido por um policial.

“Ela foi morta pela polícia. O estado vai ser culpabilizado a partir do momento em que a polícia judiciária fizer a perícia da bala que a atingiu”, explica Célia.

A tia conta que soube da morte da sobrinha na quarta-feira, por volta de 21h, pelo gerente do local onde Ivanice trabalhava. “Saí do trabalho meia-noite e fui tentar uma confirmação que só tive pela manhã. Inclusive, estou com os pertences dela”, afirma.

Embora ambas morassem em Lisboa há 17 anos, o contato entre tia e sobrinha não era tão próximo nos últimos anos, explica Célia. “Só ontem [quarta-feira] que eu descobri que ela estava morando em um bairro perto do meu”, diz.

Com a irmã – e mãe da vítima –, Maria Luzia Silva Carvalho da Costa, que mora em Amaporã, Célia afirma que conversava com mais frequência. “Fui eu que lhe dei a notícia”, recorda.

Célia conta ainda que a polícia portuguesa não informou a ela a identidade do homem que dirigia o veículo em que Ivanice estava no momento da morte.

“Os jornais estão falando que o condutor é brasileiro. Mas se for a pessoa que eu penso que seja, que era o suposto companheiro dela, ele é português”, revela.

Mesmo com as dificuldades, a mulher diz que vai tentar resolver tudo “da melhor e mais justa maneira possível”. “Não tem sido fácil”, afirma.

Por G1

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