Carlos Lima
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Polícia
Carlos Lima | Publicado em 28/07/2017 às 15:52:48

PF e Receita Federal deixam escritório de dono de frigorífico após 4 horas

PF e Receita Federal deixam escritório de dono de frigorífico após 4 horas Foram feitas buscas, desde às 6 horas desta sexta-feira (28), no escritório do empresário José Carlos Lopes, o Zeca Lopes, dono do frigorífico Frigolop, de Terenos, no 17° andar.

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal permaneceram aproximadamente 4 horas no Edifício Evidence, nas proximidades do Shopping Campo Grande. Foram feitas buscas, desde às 6 horas desta sexta-feira (28), no escritório do empresário José Carlos Lopes, o Zeca Lopes, dono do frigorífico Frigolop, de Terenos, no 17° andar.

Os agentes saíram com dois grandes malotes de documentos e computadores. Não foram fornecidas mais informações sobre o material apreendido. Todas as informações serão divulgadas pela Polícia Federal em entrevista coletiva nesta manhã.

Labirinto de Creta

A Operação Labirinto de Creta foi deflagrada pela PF nesta sexta e, visa combater organizações criminosas. O esquema teria, segundo a PF, sido responsável por uma fraude ao Fisco Federal que pode chegar a R$ 350 milhões.

Conforme a PF, nessa fase da operação, são investigadas empresas do setor frigorífico, “mais especificamente um grupo econômico que apresenta faturamentos elevados, porém com ausência ou inexatidões nas escriturações contábeis”.

O grupo praticava a sonegação de altos valores, para não efetuarem o pagamento de obrigações previdenciárias e que ainda burlar direitos trabalhistas dos empregados. Os bens adquiridos, frutos da sonegação fiscal, restavam “blindados” pelos reais proprietários, que utilizavam ‘laranjas’ ou de empresas criadas para este fim.

Escândalo sexual

O empresário José Carlos Lopes, o Zeca Lopes, é dono do frigorífico Frigolop, de Terenos, um dos indiciados no esquema de escândalo sexual que envolveu políticos e empresários de Mato Grosso do Sul em 2015.

Lopes, de acordo com as investigações do escândalo sexual, era cliente de cafetinas que atraiam menores à prática da prostituição. Num dos casos, ele teria acertado ir até um motel de Campo Grande, onde se encontraria com uma adolescente.

Lá, a vítima, uma menina de dez anos de idade, segundo depoimento dela mesma, teria tirado a roupa por ordem do empresário, pelo valor de R$ 400. Lopes O denunciado negou que tenha tocado na menina, o que para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), é ‘irrelevante’, já que Corte considerou dispensável o contato físico para caracterizar crime de estupro de vulnerável.

Wendy Tonhati

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