Carlos Lima
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Polícia
Carlos Lima | Publicado em 11/09/2017 às 08:51:29

PF investiga remessas de estatal venezuelana e empresas brasileiras a paraísos fiscais

PF investiga remessas de estatal venezuelana e empresas brasileiras a paraísos fiscais Foto de arquivo

Uma operação conjunta cumpre na manhã desta segunda-feira (11) mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Rio Grande do Sul e em duas cidades de São Paulo. São investigadas remessas de dinheiro envolvendo empresas brasileiras e venezuelanas, entre elas uma estatal, a paraísos fiscais.

Durante a operação são seis pessoas são alvos de condução coercitiva, ou seja, serão levadas para prestar depoimento na delegacia. No Rio Grande do Sul são sendo cumpridos quatro mandados em Porto Alegre, um em Canoas, na Região Metropolitana da capital gaúcha; quatro em Passo Fundo e outros dois em Erechim, as duas últimas cidades no Norte do estado. Em São Paulo são cumpridos um mandado em Americana e outro na capital paulista.

A operação, que ganhou o nome Conexão Venezuela, apura crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa com atuação no Rio Grande do Sul. Participam agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal.

As investigações tiveram início com base em procedimento fiscal da Receita Federal, que identificou pessoas jurídicas no Rio Grande do Sul e em São Paulo realizando transações financeiras atípicas, supostamente no exercício de atividade de intermediação de exportação de máquinas e implementos agrícolas do Brasil para a Venezuela.

Conforme as investigações, empresas sediadas na Venezuela (dentre elas, uma estatal), remeteram vultosos valores ao Brasil, a pretexto de aquisição desses equipamentos. Parte considerável desse montante, porém, não foi destinada aos fabricantes e fornecedores, tendo circulado em contas bancárias diversas e, ao final, remetida ao exterior.

Algumas dessas transferências tiveram como beneficiárias pessoas jurídicas sediadas em paraísos fiscais. Parte dos recursos remetidos da estatal venezuelana para o Brasil seria fruto de crime. Apenas no período de 2010 a 2014, os valores movimentados pela organização teriam ultrapassado os R$ 200 milhões.

G1

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