Carlos Lima
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Polícia
Carlos Lima | Publicado em 22/06/2017 às 11:40:15

Policiais que escoltaram Joesley Batista são autuados por exercício irregular da profissão

Policiais que escoltaram Joesley Batista são autuados por exercício irregular da profissão PF vai notificar Corregedoria da polícia paulista sobre infração administrativa

A Polícia Federal autuou, por exercício irregular da profissão, os dois policiais civis de São Paulo que realizaram a escolta do empresário Joesley Batista, nesta quarta-feira. A Lei Complementar 207, de 1979, proíbe que agentes civis exerçam atividade privada de segurança com exceção dos campos de educação e difusão cultural. Ao descobrir a procedência dos agentes, o delegado da PF decidiu chamar os dois para depor.

A Polícia Federal informou que vai notificar a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo sobre a infração administrativa. Os dois homens acompanharam o dono da JBS à Superintendência da PF em Brasília, na qual o delator foi ouvido sobre supostas irregularidades na concessão de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à empresa J&F, controladora da JBS. Após o depoimento, o empresário deixou a PF sem os agentes ao lado.

O delator e os agentes, cujos nomes não foram revelados, prestaram esclarecimentos ao delegado. Joesley alegou ter contratado serviços de uma empresa de segurança para escoltá-lo pelas ruas da capital federal e no depoimento. Logo, disse que não tinha responsabilidade sobre as relações trabalhistas dos homens destacados para o trabalho.

Os homens portavam armas da Polícia Civil paulista, que não foram apreendidas. A PF verificou que o armamento estava regularizado. Os carros usados pelo empresário também foram revistados à procura de outras armas.

JÚLIA COPLE

 

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