Carlos Lima
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Política
Carlos Lima | Publicado em 20/06/2017 às 09:19:57

Aécio: um moleque em julgamento. E quase presidiu o país

Aécio: um moleque em julgamento. E quase presidiu o país

É difícil não nutrir sentimentos de vingança que nos façam desejar, hoje, a prisão de Aécio Neves.

Porque se estará discutindo a prisão de um moleque que é um dos maiores responsáveis pela ruína da economia e da democracia no Brasil.

Não aceitou o resultado das urnas e, da própria boca, confessou tê-lo contestado no TSE “apara encher o saco do PT”.

Não fossem outras, bastaria essa para merecer o “moleque” com que me referi a ele.

É certo que um simples moleque não chegaria onde Aécio chegou, porém.

A sua falta de caráter apoiou-se em outras, muitas outras, cujo ódio à esquerda atirou em sua aventura presidencial gente que hoje ainda posa de moralista e indignado.

Inclusive policiais e procuradores que agora o querem preso, mas que o louvavam enquanto servia aos propósitos de destruir o governo que os brasileiros elegeram.

Canalhice muito mais grave que as praticadas por um playboy que achou que a vida pública era só um jogo de influências e espertezas.

Hoje é um dia de dura prova não para ele,mas para as consciências dos homens e mulheres de bem deste país.

Não somos, ao contrário das bestas-fera, quem despreza a liberdade e o direito, como fez Aécio Neves quando se arrastou o ex-presidente Lula na tal condução coercitiva, comemorando aquela detenção ilegal.

O instituto da prisão preventiva é grave demais para ser utilizado quando o potencial criminoso pode ser posto sob controle por outros meios, inclusive o obrigatório recolhimento domiciliar.

Não se defende prisão imotivada  nem mesmo que seja para “encher o saco do Aécio”.

Muito menos porque isso vá desagradar alguns que me leem.

Quando se abre mão dos valores democráticos, corre-se o risco de virar um moleque como aquele personagem.

É claro que alguns dos votos que a negativa de sua prisão terá não se deverão a este senso democrático, mas ao compadrio de alguns ministros, inclusive um que, ministro da Justiça, com ele reunia-se para “escalar” delegados de polícia que fossem mais convenientes para “investigá-lo”.

Não importa. Os moleques e os canalhas não nos devem tirar de nossa crença de que a liberdade é um valor que só quando é inevitável se viola.

É que ela, tal como o voto popular, é algo tão sagrado que só um moleque há de tratá-la com irresponsabilidade.

A pena que desejo para Aécio Neves é mais grave que essa, nem por isso é feroz. É a morte política, a sua extirpação da vida pública.

E esta não depende de ministros-juízes, não depende de promotores e policiais que o acobertaram por anos a fio. Não reconheço nenhum deles como “esperança do Brasil”

Esperança do Brasil é seu juiz supremo, aquele que não querem que possa dar seu veredito: o povo brasileiro.

Fernando Brito

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