Carlos Lima
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Política
Carlos Lima | Publicado em 10/11/2018 às 11:03:50

Bolsonaro premia os crimes de Temer ao indica-lo embaixador na Itália

Bolsonaro premia os crimes de Temer  ao indica-lo embaixador na Itália CIAO, CIAO BRASIL

De acordo com o Correiro Braziliense, são grandes as chances de Temer ser nomeado embaixador do Brasil após deixar a Presidência.

Fontes do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) disseram ao Correio que Temer é um forte candidato para assumir a embaixada em Roma, embora o Itamaraty, procurado pelo jornal, não se pronuncie oficialmente sobre o assunto.

O posto é considerado um dos mais prestigiados do corpo diplomático brasileiro, integrando o imponente Circuito Elizabeth Arden, que inclui ainda as representações de Nova York, Londres e Paris.

Atualmente, a embaixada é chefiada por Antônio de Aguiar Patriota, diplomata de carreira e ex-chanceler de Dilma Rousseff (PT).

Confirmada a nomeação, Michel Temer manteria o foro privilegiado.

Esse é um verdeiro caso de blindagem feito pelo Bolsonaro para livrar a cara de Temer, de possivelmente se transformar no embaixador do presídio da Papuda.

Esse é um procedimento digno de um governo plutocrático.

Vejamos os fatos de um passado recente:

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal considerou que foi legal a nomeação do Wellington Moreira Franco, citado na Operação Lava Jato, como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República com direito a foro privilegiado e que só pode ser julgado pelo próprio STF.

Essa decisão liminar temporária e de validade imediata contrasta com a de outro ministro do tribunal, Gilmar Mendes, que em março de 2016 vetou a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva, como ministro da Casa Civil do  Dilma Rousseff, porque era investigado na Lava Jato.

Agora, o futuro governo Bolsonaro, faz a história se repetir em forma de farsa, o presidente Temer que poderia vir a ser preso ao perder a condição de foro privilegiados na conclusão do seu mandato, ganha gratuitamente um salvo conduto com uma nomeação de embaixador.

A proposta de combate a corrupção de Bolsonaro é maniqueísta, ou seja, protege os ricos e condenado os segmentos menos privilegiados da sociedade.

Conclui-se que esse governo não goza de imparcialidade, é tendencioso, discriminatório e atenta contra contra os princípios basilares de uma sociedade minimamente civilizatória.

cljornal

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