Carlos Lima
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Política
Carlos Lima | Publicado em 04/07/2017 às 09:29:55

PLANALTO TEME CERCO A PADILHA E MOREIRA APÓS PRISÃO DE GEDDEL.

PLANALTO TEME CERCO A PADILHA E MOREIRA APÓS PRISÃO DE GEDDEL. No palácio medo, Geddel segue para prisão

Com a prisão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, na tarde de ontem, chamado de “mensageiro” pelo empresário Joesley Batista, da JBS, o Palácio do Planalto agora se preocupa com possíveis investidas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Investigados na Operação Lava Jato, eles são os auxiliares mais próximos do presidente Michel Temer.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pode agora tentar acelerar as apurações contra os dois peemedebistas, na avaliação de assessores do Planalto.

Com isso, a prisão de Geddel na Operação Cui Bono, um amigo pessoal de Temer há mais de 30 anos, reacendeu a preocupação com a crise política, uma vez que a semana havia começado em um clima mais “tranquilo”, nas palavras de um aliado.

Com as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira passada, de devolver as funções parlamentares de Aécio Neves (PSDB-MG) ao Senado e soltar o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o Planalto avaliava que poderia se concentrar nas articulações com a base para ter voto suficiente na Câmara para barrar a denúncia por corrupção passiva apresentada por Janot contra Temer.

São necessários 342 votos para dar prosseguimento da acusação.

Agora o governo quer evitar que o caso Geddel contamine as negociações na Câmara.

Embora aliados tentem minimizar o impacto da prisão, sob a alegação de que não tem relação com o caso JBS, foi com base nos depoimentos de Joesley e também do operador Lúcio Funaro que a prisão preventiva foi decretada.

Em entrevista a Época, o empresário afirmou que Geddel era o “mensageiro” de Temer para tratar de interesses do Grupo J&F e o responsável por averiguar se Funaro e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ambos presos na Lava Jato, não fariam delação.

Oficialmente, o governo não comentou a prisão de Geddel e lembrou de sua saída em novembro passado, quando foi acusado pelo então ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo a produzir um parecer técnico para viabilizar um empreendimento imobiliário em Salvador em área tombada.

Interlocutores do Planalto, no entanto, já diziam que a prisão do ex-ministro seria um baque para o presidente.

Logo depois de tomar conhecimento da prisão de Geddel, auxiliares de Temer não conseguiam disfarçar o desânimo com mais uma notícia negativa para o governo.

Antes da prisão de Geddel em Salvador, Temer anunciara que vai à reunião do G-20, em Hamburgo (Alemanha), na sexta-feira, para mostrar que o “País não pode parar” – o evento é considerado fundamental pelo governo na agenda da retomada da confiança.

Já no Congresso, o líder do governo, André Moura (PSC-SE), disse que o caso Geddel não terá influência na análise da denúncia. “

Espero que não tenha nenhum impacto porque o motivo que gerou a prisão não tem nenhum tipo de conexão com a denúncia. Nossos parlamentares têm transmitido a certeza da rejeição da denúncia”, afirmou. Ele, porém, admite que é preciso trabalhar para que a prisão não contamine o ambiente na Câmara.

Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), evitou comentar o caso.

“Acho que a prisão deve ser o último recurso, mas não conheço o processo, então prefiro não comentar”, disse o senador. (Estadão)

A verdade é, se GEDDEL resolver fazer delação premiada ou qualquer colaboração para reduzir sua pena e seu tempo de prisão. Vai ser um verdadeiro Deus nos acuda.

Pelo jeito Geddel não é tão corajoso assim para assumir sozinho esse pepino que pode lhe dar mais de 30 anos de cadeia.

Aqui na Bahia outros nomes podem surgir, inclusive o de ACM Neto, que nesse momento está com uma pulgas atrás das orelhas.

Diante dessa nova conjuntura política na Bahia, o tempo começa a ficar mais firme para José Ronaldo em 2018.

E Rui Costa amplia suas possibilidades de reeleição.

Ainda teremos muita roupa suja para ser lavada e água que passa por debaixo dessa ponte é volumosa. (cljornal)

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