Carlos Lima
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Política
Carlos Lima | Publicado em 17/02/2020 às 11:10:11

Retorno de médicos cubanos demonstra fragilidade do desafortunado governo bolsonarista e zomba da extrema direita/ Por Sérgio Jones*

Retorno de médicos cubanos demonstra fragilidade do desafortunado governo bolsonarista e zomba da extrema direita/ Por Sérgio Jones*

Nada melhor do que um dia após o outro, os tão defenestrados médicos cubanos, pelo enfermo governo de Bolsonaro e seus lacaios, que criticavam de forma ferrenha e sem trégua a qualidade do Programa Mais Médicos no Brasil, aqueles que optaram em continuarem permanecendo no Brasil mesmo depois que Cuba rompeu o acordo de cooperação com o país, em novembro de 2018, estes deverão ser reincorporados na atenção básica a partir das próximas semanas.

Com mais um recuo, o atual governo já se encontra preparando edital, que será lançado ainda em fevereiro, que prevê a readmissão de 1.800 profissionais com contrato de permanência de dois anos. No qual faz concessão, a exemplo de que os contratados não precisarão ter feito o Revalida —exame que permite a validação no Brasil de diplomas obtidos no exterior.

Tudo isso após o governo de milicianos ter feito de tudo para desconstruir estes profissionais da área de saúde. Chegando até mesmo afirmarem que os médicos estariam aqui para implantarem a subversão cubana, no Brasil. O elevado grau de estupidez, posto em prática pelo atual governo, desafia e atenta contra a razão e a lógica existente.

Após o fiasco na tentativa de contratar médicos brasileiros para atuarem nas regiões mais remotas do país. Diante do fracasso e da constatação da realidade inevitável dos fatos, não restou alternativa ao atual arremedo de governo a não ser, mais uma vez, recuar de sua estupidez de cunho ideológico.

De acordo com dados levantados pelo Ministério da Saúde, o que se constatou é que existem 757 vagas de médicos ociosas por conta da constante desistência de substitutos nos municípios mais vulneráveis.

Da mesma forma adotada pelo governo de Dilma, o plano é que os cubanos preencham essas vagas e reforcem a rede de atenção básica nas cidades de extrema pobreza e de difícil acesso, que historicamente têm mais dificuldades para fixar médicos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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