Carlos Lima
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Saúde
Carlos Lima | Publicado em 16/06/2018 às 09:19:13

Carboidrato por que não devemos consumi-lo em excesso

Carboidrato por que não devemos consumi-lo em excesso

Dietas pobres em carboidratos costumam ser conhecidas pela rápida perda de peso. Mas você sabia que a cor dos carboidratos que você consome também é importante? Como o médico Xand van Tulleken explicou no programa da BBC “The Truth about Carbohydrates” (“A verdade sobre os carboidratos”, em tradução literal), você tem que ter cuidado com aqueles de cor bege. Confira:
O médico Faisal Maassarani, clínico-geral em Kirkby, na Inglaterra, tem uma missão: quer que seus pacientes comam menos carboidratos para melhorar sua saúde.
Mas ele tem muitos obstáculos. O médico trabalha em uma das regiões mais pobres do país, com alto índice de desemprego, altas taxas de obesidade e baixos níveis de escolaridade.
O plano é tão simples que parece ingênuo. Ele reuniu um grupo de sete pacientes com sobrepeso e obesidade, com problemas de saúde como diabetes tipo 2, colesterol alto e pressão alta, e realizou vários testes básicos.
Maassarani pediu, então, a vários chefs de uma escola de culinária local para preparar um banquete para o grupo, de modo a mostrar que a comida saudável pode ser rica, acessível e satisfatória.
Também contou a verdade sobre as possíveis conseqüências da obesidade e do diabetes: gangrena, derrames, ataques cardíacos, úlceras, entre outros.
Em seguida, deixou que seguissem sua vida normalmente por duas semanas, permitindo que os participantes alterassem os tipos e quantidades de carboidratos em sua dieta da maneira que queriam. Mais tarde, repetiu os testes.
Pareceu-me que seus esforços seriam em vão.
Digestão dos carboidratos

Como descobrimos no programa “A verdade sobre os carboidratos”, esses compostos são uma das maneiras pelas quais nosso corpo obtém energia dos alimentos.
Existem três tipos de carboidratos: amido, açúcar e fibra.
O amido é o que geralmente entendemos ser carboidratos: alimentos como pão, macarrão, batatas e arroz. Mas a variedade “bege” não é boa para você.

Nem os carboidratos “brancos”, que são encontrados em alimentos açucarados, como refrigerantes, doces e alimentos processados e refinados, incluindo bolos e biscoitos.
A maioria dos amidos e açúcar nesses carboidratos beges e brancos são decompostos em glicose para gerar energia.
O problema é que se você comer demais, essa glicose é armazenada como gordura.
Carboidrato amigo

Mas há outro tipo de carboidrato: a fibra, encontrada em frutas e vegetais, que poderíamos chamar de “carboidratos verdes”.
Eles nos deixam satisfeitos, esvaziam nosso estômago mais devagar e geralmente são a parte da planta que fornece vitaminas e minerais.
São bons para os dentes e gengivas e para o intestino, pois mantêm o movimento e a alimentação da flora intestinal.
E também há o amido resistente, encontrado em alimentos ricos em fibras, como lentilhas, feijões e grãos integrais não processados.
Esse é difícil de digerir, mas de uma maneira positiva: ele vai diretamente para o cólon, onde o seu trabalho principal não é alimentá-lo, mas sim alimentar sua flora intestinal.
Uma flora intestinal saudável está ligada a uma ampla variedade de benefícios, tanto físicos quanto mentais.
E outra dica: o reaquecimento também pode transformar carboidratos ruins em bons. Se você reaquecer amidos como massas ou torradas da geladeira, as moléculas se redistribuem e se tornam mais resistentes, permitindo que percorram um caminho mais longo em seu intestino para alimentar seu microbioma.
E o teste?

Voltando a Kirby, duas semanas depois, foi incrível ver como os sete pacientes de Maassarani tinham alterado suas dietas conforme solicitado e haviam optado por mais carboidratos verdes.
Eles não sentiram fome ou acharam a mudança inconveniente, e começaram um grupo de apoio para ajudar uns aos outros com receitas.
O que impressionou foram os resultados de seus testes: os diabéticos melhoraram a glicose no sangue de forma tão drástica que um deles entrou em remissão parcial.

Em duas semanas, sua diabetes tipo 2, da qual sofreu por 17 anos, “quase não foi detectada”.
E seis dos sete pacientes perderam três quilos ou mais.
Dicas para sua dieta

Reduza:
Farinha, arroz, batata, massa, cereais matinais e outros grãos processados
Pão branco ou preto altamente processado
Substitua-os por:
Arroz de couve-flor, aipo, batata-doce
Pão de centeio ou preto
Inclua:
Ovos, carne, peixe, nozes e legumes
E metade de cada prato deve ser verde ou com cores vivas: legumes frescos, tomates e berinjelas

BBC

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