Carlos Lima
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Saúde
Carlos Lima | Publicado em 29/11/2017 às 14:07:51

Estudo: engravidar na adolescência é opção e não descuido em alguns casos

Estudo:  engravidar na adolescência é opção e não descuido em alguns casos O que leva uma adolescente a querer engravidar? Um estudo feito em São Paulo com jovens que engravidaram surpreendeu até os pesquisadores: grande parte delas planejaram a gestação, ou seja, queriam engravidar.

O que leva uma adolescente a querer engravidar? Um estudo feito em São Paulo com jovens que engravidaram surpreendeu até os pesquisadores: grande parte das adolescentes planejaram a gestação, ou seja, queriam engravidar.

Mas e quem não quer filhos? O que deve fazer? No Bem Estar desta quarta-feira, 29 de novembro, os ginecologistas Dr. José Bento e a Dra. Flávia Fairbanks explicam quais são as opções de métodos contraceptivos.

Os métodos anticoncepcionais são divididos entre hormonais e não-hormonais. Os hormonais são: pílula anticoncepcional, anel vaginal, injeção, DIU hormonal, adesivo e implante hormonal. Não-hormonais: camisinha, DIU de cobre, diafragma, tabelinha, coito interrompido, gel espermicida, muco cervical e métodos cirúrgicos definitivos (laqueadura, vasectomia).

Segundo a Dra. Flávia, todos esses métodos têm demandas específicas, mas o mais usado no mundo é a pílula anticoncepcional por via oral. Em contrapartida, cada vez mais os casais buscam métodos com menor número de efeitos colaterais possíveis. Mesmo assim, sabemos que todos, em maior ou menor grau, podem ter algum efeito

colateral.
A pílula tem um índice de falha muito baixo, de 0,1%, quando tomada de maneira correta. O que acontece é que muitas pessoas esquecem, especialmente as jovens e adolescentes. Segundo Dr. José Bento, uma pesquisa americana mostrou que mais de 50% das mulheres esquecem pelo menos uma pílula na cartela.
Por conta disso, cresce a busca por métodos contraceptivos de longa duração para evitar a gravidez indesejada. Os LARCs, sigla em inglês para Long-Acting Reversible Contraception, mais utilizados são o DIU e o implante hormonal.

Implante hormonal X chip – O implante hormonal tem a forma de um bastonete e é colocado embaixo da pele na região do braço. Ele possui uma substância que libera progesterona continuamente. O implante pode ficar por três anos e custa entre R$ 1.500 e R$ 2.000, mais ou menos, o mesmo preço do DIU. O problema é que pode dar escapes.

O chip também é um implante subcutâneo, mas tem um hormônio diferente. O gestrinona é um hormônio feminino que imita a testosterona e deixa as mulheres mais musculosas. Ele é bem mais caro que o implante, pode custar R$ 8.000.

DIU cobre X DIU hormonal – O DIU de cobre pode durar até 10 anos. Ele libera uma pequena quantidade de cobre no útero, o que impede que os espermatozoides fertilizem os óvulos. Já o DIU hormonal libera progestina no útero para impedir a fertilização. É contraindicado para pessoas que têm infecções de repetição e/ou malformação uterina.

Métodos X Eficiência

Não-hormonais – Muito eficientes: DIU (índice de falha 0.1%), vasectomia e laqueadura (índice de falha 1%) e abstinência sexual (índice de falha 0%). Eficientes: Camisinha (índice de falha 8% a 20%), diafragma (índice de falha 8% a 20%) e camisinha feminina (índice de falha 8% a 20%). Pouco eficientes: espermicida (índice de falha 20%), método do muco cervical (índice de falha 10% a 20%), tabelinha (índice de falha 10% a 20%) e coito interrompido (índice de falha 15% a 20%).

Hormonais – Muito eficientes: pílula (índice de falha 0,1%), injeção anticoncepcional (índice de falha 0,1%), DIU hormonal (índice de falha 0,1%), implante (índice de falha 0,1%), anel vaginal (índice de falha 0,1%) e adesivo anticoncepcional (índice de falha 0,1%). Eficientes: pílula do dia seguinte (índice de falha 5% a 20%). Se tomada nas primeiras 24h depois da relação sexual, falha de 5%, entre 24/48h pós-relação, falha de cerca de 10-15% e após 72h da relação, não compensa mais tomar, pois já entra o risco normal de engravidar.

Camisinha – A camisinha é um método contraceptivo que também protege contra doenças, só que ainda há problemas no uso a longo prazo entre os casais com relacionamentos estáveis. No início do relacionamento, segundo a Dra. Flávia, a taxa de adesão até que é elevada, mas cai com o tempo, o que expõe o casal ao risco de contrair e/ou transmitir DSTs, além da gravidez indesejada.

G1

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