Carlos Lima
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Saúde
Carlos Lima | Publicado em 21/03/2020 às 13:08:56

Hospital que atendeu Bolsonaro terá que mostrar lista de pacientes com coronavírus

Hospital que atendeu Bolsonaro terá que mostrar lista de pacientes com coronavírus )

O Hospital das Forças Armadas (HFA), que atendeu o presidente Jair Bolsonaro e integrantes da sua comitiva que foram aos Estados Unidos no início do mês para um encontro com o presidente Donald Trump, terá que apresentar ao governo do Distrito Federal a relação de pacientes cujos testes deram positivo para coronavírus.

A decisão, que atende a um pedido de liminar, é da juíza Raquel Soares Chiarelli, da 4ª Vara da Justiça Federal em Brasília.

Ela fixou uma multa diária de R$ 50 mil por paciente a ser aplicada ao diretor da unidade, em caso de descumprimento da ordem.

A secretaria de Saúde do Distrito Federal alega que o hospital tem sonegado dados sobre os resultados dos exames.

“Já é notório que a devida identificação dos casos com sorologia positiva para o Covid-19 é fundamental para a definição de políticas públicas para o enfrentamento urgente e inadiável da pandemia, a fim de garantir a preservação do sistema de saúde e o atendimento da população, de modo que não se justifica, sob nenhuma perspectiva, a negativa da União em fornecer essas informações ao Distrito Federal, que tem competência constitucional para coordenar e executar as ações e serviços de vigilância epidemiológica em seu território”, diz a magistrada em sua decisão.

Até este sábado (21), são 23 pessoas relacionadas à comitiva que testaram positivo para coronavírus. Bolsonaro realizou dois testes e comunicou que ambos deram negativo. No entanto, não apresentou os resultados.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (20), o Brasil tem 904 casos confirmados de coronavírus, com 11 mortes.

O avanço da doença no país mostra uma curva similar à de países que apresentaram colapsos nos sistemas de saúde. “São Paulo está ainda no início da espiral”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva realizada ontem.

Reuters

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