Carlos Lima
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Saúde
Carlos Lima | Publicado em 08/12/2017 às 16:46:05

Ministério da Saúde amplia acesso ao DIU

Ministério da Saúde amplia acesso ao DIU DIU de cobre, método contraceptivo não hormonal inserido no útero, pode ser trocado de dez em dez anos (Foto: Reprodução/Ministério da Saúde)

O Ministério da Saúde ampliou o acesso ao DIU de cobre, método contraceptivo não hormonal, na rede pública de saúde. Agora, o dispositivo será oferecido em maternidades para mulheres no pós-parto ou no pós-abortamento. Antes, o acesso era somente via Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O objetivo do ministério é que o acesso ao contraceptivo seja facilitado a essas mulheres. Caso optem pelo método, elas poderão ter alta do hospital com o dispositivo já inserido. A regulamentação da oferta do DIU foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (7).

O DIU poderá ser inserido até 10 minutos após a saída da placenta, para diminuir as chances de rejeição, mas ficará disponível para a mulher por até 48 horas. Caso a inserção não seja feita nesse prazo, será preciso esperar 40 dias para realizar o procedimento, diz o ministério. No caso de aborto, o DIU deve ser colocado após a curetagem.

Trata-se de uma política de incentivo ao uso do DIU, que é mais barato e tem maior duração (em torno de 10 anos de eficácia), diz a pasta. Hoje, o método é menos difundido no Brasil, apesar de estar disponível na rede pública de saúde gratuitamente desde 2000. A pílula anticoncepcional costuma ser a primeira opção.

Segundo o Ministério, o método tem uma eficácia de 99,3%, e a pílula pode falhar em torno de 6% das vezes em função de esquecimentos ou de interação com outros medicamentos. O DIU é distribuído em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Segundo a Pesquisa Nascer Brasil (2014), o índice de gravidez indesejada é de 55% no país — e a taxa chega a 66% em adolescentes.

Quem pode usar o DIU

Mulheres jovens e adolescentes acima de 14 anos, mulheres que não tiveram filhos ou mulheres que estejam amamentando podem utilizar o DIU de cobre.

Quem tem má-formação no útero ou possui sangramento anormal não deve usar o dispositivo, diz o Ministério. Mulheres com infecções devem tratar a condição antes de inserir o DIU.

Por G1

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