Carlos Lima
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Saúde
Carlos Lima | Publicado em 22/11/2017 às 09:55:10

Nova pesquisa abre possibilidade para a cura do câncer em apenas um minuto

Nova pesquisa abre possibilidade para a cura do câncer em apenas um minuto Cura o câncer em 1 minuto

O químico americano James Tour é professor na Universidade Rice, nos Estados Unidos, e umas das maiores autoridades mundiais em nanotecnologia.

Com sua equipe, ele demonstrou em estudos recentemente que máquinas moleculares poderão ser úteis no combate ao câncer.

O que é exatamente uma nanomáquina?

São máquinas moleculares com um nanômetro de diâmetro. Caberiam 50 000 delas na espessura de um fio de cabelo.

Elas são absorvidas pela superfície celular e ativadas por meio de ondas eletromagnéticas. É possível usar uma luz invisível, os raios UV, para isso.

 Ao ser ligadas, elas começam a perfurar a célula.

Como a nanomáquina pode ser usada na luta contra o câncer?

Pode ser usada para o câncer de pele, por exemplo.

Coloca-se uma solução dessa molécula na pele e, ao acender uma luz invisível, ela começará a perfurar o melanoma e a destruí-lo.

Para cânceres dentro do corpo, podemos usar raios X na ativação.

Podemos mirar células específicas utilizando pequenas proteínas que reconhecem diferentes tipos de tumor. Ao reconhecer a célula, a nanomáquina fica grudada nela.

Acendemos a luz e ela começa a rodar. São 3 milhões de giros por segundo.

A célula nunca resiste a isso. É uma ação mecânica. Não é um remédio.

Para fazer efeito seriam necessárias diversas nanomáquinas ao mesmo tempo?

Sim. Poderíamos injetar isso no sangue e as nanomáquinas encontrariam o tumor utilizando as proteínas de que falei. Uma biópsia informaria o tipo de proteína necessária para reconhecer o tumor.

Então, 30 minutos depois dessa injeção, poderíamos ligar os raios X. Em 1 minuto, todas as células estariam mortas.

Quanto isso custará?

As nanomáquinas que estamos usando são, de muitas maneiras, bem mais simples do que os remédios típicos para o câncer.

Minha aposta é que elas custarão menos do que usar um medicamento comum nos dias atuais.

Rafael Kato

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