Carlos Lima
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Saúde
Carlos Lima | Publicado em 10/07/2019 às 11:06:20

Pesquisadoras baianas desenvolvem técnica inédita com LED para tratamento da candidíase

Pesquisadoras baianas desenvolvem técnica inédita com LED para tratamento da candidíase Equipamento desenvolvido por pesquisadoras baianas para tratamento da candidíase — Foto: Reprodução/TV Bahia

Pesquisadoras baianas descobriram uma técnica inédita para tratar candidíase, uma infecção causada por fungo em órgãos genitais. O novo tratamento usa luz de emissão de diodo azul, mais conhecido como LED, e é voltado para mulheres. Entretanto, já tratou homem também.

O aparelho foi desenvolvido por estudiosas do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico, ligado à Escola Bahiana de Medicina, em Salvador. O método apresentou resultados em pacientes que são atendidas no local.

O aparelho para a emissão da luz de led azul teve a patente registrada. Conforme Patrícia Lordêlo, coordenadora do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico, a equipe da faculdade foi convidada pela Universidade da Itália e do Porto (Portugal) para desenvolver a parte internacional dos estudos da nova técnica.

“Nós desenvolvemos um aparelho que é baseado na luz de LED, porque a luz azul causa a morte desses fungos, das células, como se houvesse uma explosão desse fungo. Isso leva à destruição do fungo, fazendo com que a mulher não fique com os sintomas”, explicou Patrícia Lordêlo.

Patrícia Lordêlo, coordenadora do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico da Faculdade Bahiana de Medicina, em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Patrícia Lordêlo, coordenadora do Centro de Atenção ao Assoalho Pélvico da Faculdade Bahiana de Medicina, em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

A Candidíase já tem tratamento por meio de pomada que deve ser usada por período recomendado pelo médico, que em alguns casos dura meses. Já com o uso do LED, em média, são três sessões, uma vez por semana.

Além disso, as especialistas apontam que em 70% dos casos de tratamento por meio de pomada, as pacientes voltam a ter o fungo, mas com a nova técnica ainda não houve registro de reincidência.

“Nós já temos pacientes acompanhadas há mais de um ano sem o retorno dos sintomas. Ela tem a eficácia a longo prazo, mesmo em pacientes com infecções recorrentes”, disse Lordêlo.

De acordo com a coordenadora, foi o índice de recorrência relacionado ao fungo candida albicans que chamou a atenção para a pesquisa. Além disso, foi notado que muitas pacientes não respondiam ao tratamento tradicional (com pomada) dentro do prazo previsto, passando a meses de terapia medicamentosa, acarretando efeitos adversos como insônia, ansiedade, disúria (dor ou ardor ao urinar) e dor vaginal.

Diante do cenário, foram iniciadas as pesquisas para um novo tratamento. O aparelho para a técnica com LED, além de tratar a candidíase, leva outros benefícios às mulheres.

“Esse equipamento foi desenvolvido junto comigo, duas alunas de mestrado e doutorado daqui da Escola Bahiana de Medicina, que é a Mariana Robatto e a Maria Clara Pavie. Hoje, ele também já tem sido utilizado para o tratamento da atrofia vulvovaginal, que são aqueles sintomas da menopausa, inclusive em pacientes oncológicos, ou seja, que não têm indicações para usar hormônio. Temos a resposta em várias disfunções pélvicas”, explicou Patrícia Lordêlo.

O atendimento com o novo método é oferecido pela Escola Bahiana de Medicina sempre às quartas-feiras, no turno vespertino e é de graça. As interessadas devem levar cartão do SUS, RG e comprovante de residência.

Equipamento desenvolvido por pesquisadoras baianas para tratamento da candidíase — Foto: Reprodução/TV Bahia

Equipamento desenvolvido por pesquisadoras baianas para tratamento da candidíase — Foto: Reprodução/TV Bahia

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