Carlos Lima
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Vida de Artista
Carlos Lima | Publicado em 13/05/2017 às 10:21:36

Luana Piovani estreia peça e comenta casamento com Pedro Scooby

Luana Piovani estreia peça e comenta casamento com Pedro Scooby Luana Piovani em cena da peça “E se eu não te amar amanhã?” Foto: Cristina Granato / Divulgação

No ano passado, enquanto vivia uma separação no casamento com o surfista Pedro Scooby — com quem tem os gêmeos Bem e Liz, de 1 ano, além de Dom, de 4 —, Luana Piovani gravava a comédia inédita, sobre divórcio, “O homem perfeito”. Pouco depois, já reconciliada com o marido, recebeu o convite para a peça “E se eu não te amar amanhã?”, em que encarna uma prostituta transexual, e que acaba de estrear no Teatro Leblon. O tema? Mais uma vez, o mesmo: o fim de um relacionamento. Nesta semana, outra novidade. A atriz começou a rodar a produção de humor “Amor sem fronteiras”, também sobre… Bem, você sabe. Luana tem propriedade para falar sobre o assunto, separada ou não.

Rolou algum receio com as cenas de lingerie sob a pele de uma prostituta?

Nenhum! Há três meses, fiz um catálogo de biquíni. Apesar de ter 40 anos, continuo conseguindo fazer essas coisas, graças a Deus.

Sente um orgulho?

Tenho orgulho apenas da minha disciplina. Sei que tudo é resultado das minhas escolhas. Nada caiu do céu. Não deixo de tomar meu chopinho e comer meu bombom, mas estou sempre na malhação e tenho uma alimentação equilibrada. Não sou louca.

Num momento da peça, sua personagem questiona o fato de mulheres acima dos 40 anos pararem de sair para dançar, e grande parte da plateia ri. Isso muda com a idade?

Meu marido tem 28 anos, né, amor? Então, o que não falta é opção para dançar. A resposta a essa pergunta é: “Por que será que os homens não incentivam as mulheres a isso?”. Tenho um astral não muito compatível a uma mãe de três filhos. Aliás, não sinto mudança alguma com a idade. Se tenho um tempinho a mais, eu me jogo!

E no casamento? É verdade que o cinema substitui o sexo, com o tempo?

Com três filhos pequenos, é claro que sim. Atualmente, não rola nem muito sexo nem muito cinema (risos). É mais fácil, inclusive, ter sexo, já que a gente faz em casa. Mas com duas babás e três crianças gritando, é difícil entrar no clima. Às vezes, a gente corre para um hotelzinho, pede champanhe e dorme lá. Assim a gente vai levando a vida.

Com lingerie então?

Ah, vale tudo! Lingerie é item básico. Mas não só isso. Cada um descobre onde mora a sua festinha no céu, né?

Como está seu casamento?

Graças a Deus, meu relacionamento não fracassou. A gente conseguiu vencer um obstáculo e se esforçou para entender o que estava incomodando o outro. Pedro começou a fazer análise, e agora ele traz questões para casa. Quando a gente se casou, ele era muito novo, e logo virou pai de três. Foi intenso. Por ser mais velha, tive a sabedoria de entender que, em algum momento, a gente passaria por essa crise. Mas foi importante.

Desejam novos filhos?

Fiz laqueadura nas trompas, mas temos muito vontade de adotar uma criança. Estamos pensando.

Como será o seu Dia das Mães neste ano?

Espero poder descansar, porque está tudo tão corrido… Quero acordar em casa, grudar nos meus filhos, almoçar gostoso, provavelmente em casa mesmo, porque Dia das Mães não é dia de sair para comer. Às cinco da tarde, já vou estar no teatro, né? Espero que a plateia esteja lotada.

Na peça, sua personagem busca a estabilidade de um amor que não demande o arrebatamento constante de uma paixão. É isso que você deseja também?

Com certeza, não sou viciada em paixão. Isso é um fato, até porque quem é viciado em paixão não consegue se casar. Consigo entender bem a diferença entre a paixão e o amor. Sempre soube que isso mudaria no casamento. Na hora de fazer as contas, porém, acho que vale mais a pena ter uma relação duradoura. Sempre tive a vontade de ter filhos. Quando isso acontece, a intenção é que a família esteja estabilizada. É claro que nada é só bom, mas os bônus são maiores que os ônus.

Sem freio: Luana Piovani se despe de pudores em novo canal do Youtube

Há seis anos, você abandonou o Twitter. O que motivou seu retorno às redes, com o canal “#Luana sem freio”, no Youtube?

Na verdade, saí do Twitter porque achei que não tinha maturidade. Hoje, apesar de continuar a emitir minha opinião, uso melhor as palavras e construo melhor as frases. Aprendi muito.

Ainda assim, você acabou de receber um processo do ator Kadu Moliterno, por falar sobre o episódio em que ele agrediu a mulher…

Estou muito bem assistida e tenho pessoas que estão cuidando disso para mim. O processo está correndo na Justiça. Não me arrependi do que disse, pois não inventei nada. Apenas o citei. Não falei nada demais.

Você acha que criou uma personagem para si mesma?

De jeito nenhum. Nunca fiz isso. No canal do Youtube, é a Luana sem freio, literalmente. Sou exatamente desse jeito.

E o que acha da sua fama de mulher difícil e polêmica?

Essa sua informação já está antiga. Para criar meu canal na internet, contratei uma equipe do Youtube para fazer uma pesquisa sobre meu nome. Realmente, detectamos que as palavras “polêmica” e “prepotente” já estiveram associadas à minha imagem. Hoje em dia, mudou: a maioria me vê como “autêntica” e “verdadeira”. A nossa conclusão foi essa. A proximidade das redes sociais fez o povo enxergar quem, de fato, sou, sem a influência da mídia sensacionalista: cidadã, mãe, questionadora, sincera.

Não pensa duas vezes antes de se abrir tanto ao público?

Vou vivendo conforme a demanda. Mas acho que não tenho tabus. Até sobre sexo anal eu já falei! Não estou nesse pacote de gente que não sabe se se posiciona ou não. Nunca nem questionei esse meu lado aberto. Sou assim e pronto. Não tem jeito.

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