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Agrofloresta, modelo mais produtivo que agronegócio, ganha espaço no Programa Bem Viver

Assentamento do MST produz café pelo sistema agroflorestal

As agroflorestas ganham espaço na edição de hoje (1) do Programa Bem Viver, com destaque para seu grande potencial produtivo e de respeito ao meio ambiente e às populações do campo.

Apesar de ser algo extremamente avançado, a base das técnicas agroflorestais vem de saberes indígenas e de outras comunidades tradicionais.

A ideia central é integrar as plantações: em um metro quadrado é possível cultivar batata doce, junto com milho e feijão, por exemplo. É o oposto do que faz o agronegócio, baseado em latifúndios e no monocultivo de commodities.

Quem fala mais sobre o assunto é o agrofloresteiro Namastê Messerschmidt, que é consultor e instrutor em diversas organizações populares, como por exemplo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“A agrofloresta é a tecnologia de juntar plantas e o MST é a tecnologia de juntar pessoas”, disse.

Chuva de veneno

O crime popularmente conhecido como “chuva de veneno”, no qual uma aeronave de pequeno porte despeja agrotóxicos sobre uma área, atingiu famílias agricultoras do sul do Amazonas na última semana.

Esta prática até é permitida se seguir uma série de regras e é utilizada em grandes latifúndios para aplicar pesticidas em plantações.

Porém, no caso ocorrido no Amazonas, os pesticidas foram lançados sobre lavouras orgânicas próximas ao município de Apuí (AM), atingindo principalmente a plantação de café. A denúncia está sob investigação da Polícia Civil.

O Brasil de Fato conversou com os agricultores impactados. Eles afirmam que o ataque foi inédito, mas que há anos essa região é alvo de ameaças de grandes fazendeiro, que agem para ampliar as propriedades voltadas ao agronegócio no estado.

Privatização da Eletrobras

A privatização da Eletrobras, aprovada no passado no Congresso Nacional, segue os ritos jurídicos para ser concluída.

Especialistas defendem que ela trará diversas implicações para a sociedade, em especial o encarecimento da conta de energia elétrica.

Além disso, o processo pode inviabilizar o trabalho do maior polo de pesquisas do setor elétrico da América Latina, o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel).

O núcleo foi criado na década de 1970 pela própria Eletrobras e nestes quase 50 anos foi responsável por criar diversos softwares utilizados por instituto de pesquisas e empresas do ramo.

Atualmente, 80% da verba do Cepel vem da Eletrobras e com a privatização o investimento pode ser cancelado.

Edição: Sarah Fernandes

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