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Família de ambientalistas é vítima de chacina

Família de ambientalistas é assassinada

Uma família de ambientalistas conhecida por atividades de repovoamento das águas com filhotes de quelônios, foi encontrada morta na região de São Felix do Xingu, no Pará.

O pai, conhecido como Zé do Lago, sua esposa Márcia e a filha menor de idade foram executados a tiros.

O corpo de Márcia, foi encontrado boiando às margens do Rio Xingu, enquanto os corpos do pai e da filha, foram encontrados às proximidades da casa.

O triplo homicídio chocou a comunidade onde a família morava há mais de 20 anos. O delegado responsável afirmou que o crime pode ter sido praticado há vários dias.

Dois corpos foram encontrados no domingo (9), ao lado da casa onde a família morava, já em estado de decomposição. Já o corpo da mulher estava às margens do rio. Todos foram encontrados pelo filho do casal.

A Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumir da Assembleia Legislativa do pará (Alepa) informou que solicitou apuração sobre o caso.

A principal suspeita da Polícia é que os autores do crime sejam pistoleiros.

A família de ambientalistas realizava trabalhos em áreas consideradas de preservação. As terras são alvo da cobiça de madeireiros, de pecuaristas e da mineração ilegal, que enxergavam a família como um obstáculo na região.

Os investigadores recolheram no local do crime 18 cápsulas de arma de fogo.

Em nota, a Prefeitura de São Félix do Xingu lamentou a morte da família e se referiu a “Zé do Lago” como um ”parceiro” do Projeto Quelônios.

A Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos ressaltou “a necessidade de uma rápida e eficiente investigação”.

Cobrou que “todos os recursos à disposição das forças de segurança sejam utilizados para elucidar mais esse crime grave”.

E que “seja garantida a segurança de possíveis testemunhas e familiares que se sintam ameaçados”.

Na localidade os comentários dizem que essa chacina não será elucidada e que os prováveis mandantes são por demais conhecidos e poderosos na região.

Amigos da família se sentem ameaçados e cogitam deixar o estado.

RPP

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