PIB da China cresce 7,4%, acima das expectativas do mercado

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Os dados oficiais sobre o PIB do período, divulgados ontem (na Ásia) pelo Instituto Nacional de Estatística, indicam uma redução do ritmo de atividade ante os 7,7% de crescimento verificados no quarto trimestre de 2013.

 

Ante o trimestre anterior, o crescimento chinês no primeiro trimestre de 2014 foi de 1,4%, com ajuste sazonal.

 

As bolsas asiáticas e europeias fecharam majoritariamente em alta ontem, em reação aos dados melhores que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) da China. O resultado acabou deixando em segundo plano a produção industrial da China, que teve crescimento anual menos forte que o esperado em março, de 8,8%.

 

Embora a economia da China tenha expandido em ritmo mais lento que no quarto trimestre do ano passado, quando avançou 7,7% ante um ano antes, o número mais recente aparentemente afastou temores de que haja uma desaceleração mais profunda na segunda maior economia do mundo.

 

O indicador também contribuiu para desviar a atenção dos investidores da crise na Ucrânia, que vem enfrentando movimentos separatistas na região leste.

 

De qualquer forma, os analistas ainda aguardam medidas de Pequim para impulsionar o crescimento. “Vamos monitorar quaisquer sinais da forma de pensar do governo sobre a política monetária, o ritmo de novos IPOs (ofertas públicas iniciais) que estão chegando ao mercado e quaisquer desdobramentos relacionados à abertura dos mercados acionários a investidores estrangeiros”, comentou Deng Wenyuan, da Soochow Securities.

 

“Os dados chineses talvez não sejam agressivamente positivos, mas certamente não fizeram nada para descarrilar o otimismo, dando aos mercados o ímpeto para uma sessão forte”, disse o analista do IG Alastair McCaig.

 

O instituto divulgou também que a produção industrial da China cresceu 8,8% em março ante o mesmo mês do ano passado.

 

Houve aceleração do desempenho ante o resultado do bimestre janeiro-fevereiro, quando a produção industrial havia crescido 8,6% ante o mesmo período do ano passado – os dados de janeiro e fevereiro são divulgados em conjunto, devido ao efeito estatístico do Ano Novo Lunar, comemorado nessa época. O desempenho de março, contudo, veio abaixo da mediana das estimativas de economistas, que apontavam crescimento de 90% para o mês passado. Ante fevereiro, o crescimento em março foi de 0,81%, após uma expansão de 0,61% em fevereiro ante o mês anterior.

 

Outro dado anunciado pelo instituto chinês foi o de vendas do varejo, quem em março cresceram 12,2% ante o mesmo mês do ano passado, acelerando-se ante o ritmo de 11,8% verificado no bimestre janeiro-fevereiro – os dados de janeiro e fevereiro são divulgados em conjunto, devido ao efeito estatístico do Ano Novo Lunar, comemorado nessa época. Ante fevereiro, as vendas em março cresceram 1,23% na China, após uma expansão de 0,71% em fevereiro ante janeiro.

Para analistas, as reformas econômicas lançadas pelo presidente chinês, Xi Jinping devem resolver problemas herdados do modelo dos últimos 30 anos, baseado principalmente em investimento e das exportações.

 

Os investimentos em ativos fixos nas áreas não-rurais da China cresceram 17,6% no período janeiro-março ante o mesmo período de 2013, de acordo com dados divulgados pelo instituto.

 

O resultado foi inferior à mediana das estimativas de 16 economistas ouvidos por The Wall Street Journal, que apontava crescimento de 18,0% para o período e também à expansão de 17,9% verificada no bimestre janeiro-fevereiro .

Indústria ganha força

O valor acrescentado da produção industrial da China teve crescimento de 8,8% em março na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país, em leve aceleração sobre a alta de 8,6% em fevereiro.

Mesmo assim, o avanço de março ficou abaixo da mediana das estimativas de 16 analistas do mercado consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam alta de 9,0%.

A produção industrial aumentou 0,81% em março ante o mês anterior. Em fevereiro, a produção havia subido 0,61% na comparação com janeiro.

Mais transparência

O Departamento do Tesouro dos EUA classificou a depreciação do iuan como “sem precedentes” e pediu que Pequim revele as intervenções no mercado cambial com mais regularidade.

“A China deveria revelar as intervenções no mercado cambial regularmente para aumentar a credibilidade da política monetária e para promover a transparência no mercado cambial e financeiro”, disse, em relatório semianual dos EUA.

Fonte: DCI/ Foto: Web.

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