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Produtores conhecem alternativas no setor de fruticultura.

O objetivo principal da parcela, de acordo com o técnico em Agropecuária da Emater/RS-Ascar Genésio Olavo Schafer, é promover o resgate da produção de subsistência. “O que se percebe é que muitos agricultores estão abrindo mão dessa prática, representando economia na propriedade e garantia de produtos saudáveis”, ressalta.

 

No local estão pés de frutos mais tradicionais, como laranja, bergamota, caqui e pêssego e de outros menos comuns, como jabuticaba, kiwi e marmelo. Na avaliação do técnico, a produção de frutos pode ser uma boa alternativa em relação ao cultivo do tabaco. “Ainda mais se levarmos em conta o fato de haver um amplo mercado para o produtor interessado em investir na fruticultura, já que boa parte dos frutos que compramos vem de outros estados ou países”, garante Schafer.

 

Visitantes interessados em obter informações sobre implantação e manejo de pomares também podem procurar a parcela. “Uma das preocupações mais comuns envolve o combate à mosca das frutas, praga que ataca praticamente todas as variedades”, observa o técnico. Por meio de materiais informativos, os visitantes recebem orientações a respeito de técnicas de proteção livres de produtos químicos.

 

O citricultor Natal Procedi, de Arvorezinha, é um dos que abandonou, após 44 anos, a produção de fumo para implantar um pomar de laranjas das variedades Monte Parnaso e Lane Late. A ideia surgiu após a participação em um curso, há cerca de cinco anos, no Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam). “Comecei com um pomar pequeno, de 200 pés, que no ano passado rendeu quatro toneladas de frutas”, afirma o agricultor que, hoje, já abandonou o cultivo do tabaco.

 

Satisfeito com o retorno garantido por meio da venda para a Cooperativa de Fruticultores do Alto Taquari (Cooperfat), de Arvorezinha, Procedi já investiu em mais mil pés de laranjas, que reforçarão a produção a partir deste ano. Além das frutas, o produtor trabalha com erva-mate, milho e reflorestamento, que também garantem renda para a propriedade. “Com mais tempo, já que o trabalho com frutos é mais mecanizado, consigo cuidar melhor da horta para o consumo da família”, salienta.

Fonte: Portal do agronegócio/ Foto: web.

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