Paciente após cirurgia de catarata e substituição do cristalino do olho não é atendido no HCOE

Não é só na rede pública de saúde que os pacientes são maltratados; desrespeitados nos seus direitos; humilhados e na maioria das vezes ficam sujeitos a sofrimentos que poderiam ser evitados se existisse mais respeito, dignidade e ética profissional, na marcação de consultas, atendimento e revisão. Esses tipos de atitudes também existem na saúde privada e mercantilizada, aqui em Feira de Santana.

Vamos aos fatos: Um paciente com início de catarata fez uma consulta no HCOE – Clínica de Olhos – foi diagnosticado que: “Mesmo com um pequeno início de catarata, ele deveria ser submetido a uma cirurgia e ao mesmo tempo implantar lentes artificiais para substituir o cristalino dos olhos.”

Os exames foram solicitados, todos realizados no próprio HCOE, as lentes artificias por serem importadas também foram compradas na própria Clínica e a data da primeira cirurgia foi marcada.

O primeiro olho foi operado no dia 14 de abril e o outro no dia 5 de maio. As revisões realizadas dentro dos prazos estipulados pelo oftalmologista cirurgião, tudo perfeito, mas na última revisão, mais ou menos no dia 15 de maio, o olho esquerdo apresentava uma incômoda névoa por causa de uma pequena inflamação, com isso o médico marcou o último exame para o dia 30 de maio, dizendo que o paciente deveria ir ao balcão do telefone, falar com a central de marcação informando a data por ele definida.

O paciente estava preocupado com aquela nevoa no olho porque o deixava sem condições de enxergar. Pois bem, ao falar com o setor de marcação, a atendente disso que não existia vaga disponível para aquela data e que a consulta seria marcada para o 10 de julho, não teve argumento que conseguisse antecipar essa consulta. E assim ficou definido.

Foram 55 dias de instabilidade visual, o paciente não consegue fazer nenhuma leitura de perto, não pode assistir televisão por muito tempo, não pode ficar exposto a claridade, o que está sendo um verdadeiro tormento, o óculos que usava anteriormente não serve mais, tudo isso seria corrigido com a consulta no dia 10, hoje, quinta feira, às 17 horas. Seria, mas não foi.

Ao chegar ao HCOE, setor de atendimento, o paciente apresentou o documento de marcação de consulta, o cartão do Planserv e sua identidade. A atendente muito simpática e educada recebeu os documentos e mandou aguardar. Não demorou muito e o paciente foi chamado.

Foi nesse momento que os problemas começaram. O paciente foi informado que o médico fora submetido a uma cirurgia, estava convalescendo e que, esse mês não atenderia, mas não era para se preocupar, outro médico faria o atendimento.

Ligou para o departamento de marcação de consulta, citou o problema, falou o nome de dois médicos que foram descartados, os dois só atendiam pacientes que não tinham sido operados e acima de 72 anos de idade.
Nisso o setor informou o nome de outro médico. Até aí, nada de anormal, mas o paciente começou a ficar preocupado quando a atendente disse que o marcador de consulta iria conversar com ele, para explicar melhor a situação, e passou o telefone.

Antes de pegar o telefone o paciente disse à atendente que precisava fazer os exames no máximo no dia seguinte, pois estava esperando há muito tempo, inclusive a data marcada pelo médico estava superada há 55 dias e ele não poderia esperar mais.

Recebeu o telefone, foi explicado tudo novamente e que o paciente seria atendido pelo Dr. Lucas e a consulta ia ser marcada para o dia 25 desse mês, por que não tinha outra data disponível.

O paciente explicou toda a situação ao marcador de consulta e nada, o marcador estava irredutível. O paciente disse que não poderia esperar e ia procurar outro médico em outra clínica, mesmo que fosse obrigado a fazer uma consulta particular, ele não tinha mais condições de continuar como se encontrava, a situação estava influenciando diretamente no seu trabalho e que não iria marcar nenhuma consulta e devolveu o telefone para a atendente.

Saiu, fez um telefonema para um médico amigo e pediu uma orientação porque não tinha como esperar mais 15 dias. Recebeu a orientação de que deveria solicitar todos os seus exames e um laudo da cirurgia, que na sexta feira ele seria examinado por outro médico e não teria qualquer problema.

O paciente voltou à atendente, pediu informação onde conseguiria os seus exames, recebeu a informação e se dirigiu ao departamento de laudos, falou com a atendente, que localizou o processo cirúrgico, mas disse que só poderia fornecer os exames e o laudo daqui a 30 dias, quando o médico que operou chegasse de um Congresso.

Afinal o médico teria sido operado ou estava em um Congresso? Pouco importava, o paciente queria os exames e o laudo, então perguntou se poderia falar com a administração para explicar a urgência. A jovem do setor saiu, não demorou muito e voltou dizendo: “Espere só um pouquinho que alguém está vindo para conversar com o senhor.”

Essa informação foi passada ao paciente às 16 horas e 45 minutos. O paciente esperou até às 17 horas e 38 minutos. Levantou da sala de espera e foi até a portinha de atendimento de entrega de laudo e disse que avisasse a pessoa que ele estava se retirando e que denunciaria o tratamento recebido.

Na verdade o HCOE tem batido todos os recordes de cirurgia de catarata e implantação de lentes artificiais, sempre empurrando lentes importadas dizendo que as nacionais não são seguras. Hoje, o paciente diz que se arrependeu de não ter procurado uma segunda opinião médica.
Disse ainda que não é mais a mesma coisa, fica vendo espasmos de claridade, não consegue enxergar normalmente durante a claridade do dia no período das 10 às 15 horas, não consegue ler perto do texto, nem a uma distância normal como acontecia antes da cirurgia, sabe que precisará usar óculos só não consegue fazer os exames no HCOE, porque estão criando dificuldades.

Afirmou que vai procurar um oftalmologista com a ajuda do médico amigo, explicar toda a situação e ver se ele pode fazer os exames finais e definir as lentes corretivas que deve usar.

Essa narração é um alerta, cuidado com as cirurgias no HCOE, sempre procure uma segunda opinião médica sobre o diagnóstico que você recebeu.

O Planserv e outros planos de saúde deveria fazer uma avaliação mais detalhada dessas cirurgias que estão sendo feitas aos milhares, no HCOE, localizado na Rua Castro Alves, 1739 – Kalilândia Fone: (75) 3604-9191 – Feira de Santana – BA

Fonte: Carlos Lima

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