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Harvey Weinstein sofre queda em cela na prisão de Rikers Island

Harvey Weinstein chega a tribunal para sequência de seu julgamento em 31 de janeiro de 2020 — Foto: Lucas Jackson/Reuters

Harvey Weinstein sofreu uma queda na manhã de domingo (8) e bateu a cabeça em sua cela na prisão de Rikers Island, onde está detido. O ex-produtor foi condenado por crimes sexuais em 24 de fevereiro.

Segundo a CNN, a informação foi transmitida por sua assessora Juda Englemayer, que também afirmou que o produtor estava com tonturas antes da queda.

“Harvey diz que sua cabeça está latejando o tempo todo e acredita que sofreu uma concussão. Ele não foi diagnosticado oficialmente”, informou Englemayer.

Ela também informou à publicação que conversou com Weinstein na tarde de domingo e disse que o produtor “teve bastante tempo para pensar sobre sua vida e o que ele fez. Ele disse que não foi um cara legal e foi isso que o levou até ali”.

Harvey Weinstein foi transferido para o presídio de Rikers Island, em Nova York, na quinta-feira (5). Antes, passou por uma cirurgia para remover um bloqueio cardíaco e estava se recuperando havia dez dias. O produtor de cinema passou mal no dia 24 de fevereiro, logo após ser condenado por agressão sexual e estupro.

A sentença deve ser anunciada nesta quarta-feira (11), mas o ex-produtor irá aguardá-la na prisão. Ele pode receber uma pena máxima de 25 anos.

O ex-produtor, de 67 anos, foi condenado por ter atacado sexualmente a ex-assistente de produção Mimi Haleyi e estuprado Jessica Mann, que foi aspirante a atriz. Ele alega inocência nos dois casos.

Weinstein era acusado de cinco crimes, e foi considerado inocente em três deles, incluindo o mais grave, de ataque sexual predatório – se tivesse sido condenado por esta acusação, poderia ser enviado para a cadeia para o resto da vida.

Os jurados do caso de abuso sexual de Weinstein – sete homens e cinco mulheres – chegaram a um veredito depois de cinco dias de deliberações.

As acusações e o julgamento de Harvey Weinstein se tornaram um dos casos mais emblemáticos do movimento Me Too, que inspirou mulheres a tornar públicos os casos de abuso sexual contra homens poderosos.

G1

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