Por que o Oscar voltou a brilhar na publicidade

Este ano, além dos executivos de Hollywood, entre os mais satisfeitos com a cerimônia do Oscar estarão os publicitários.
Depois de azedar números ruins nos últimos anos, a premiação, que acontece neste domingo, dia 24, finalmente conseguiu espantar a maldição dos preços modestos de seu espaço publicitário.

Os anunciantes voltaram à pagar à ABC, detentora dos direitos de transmissão, o preços mais altos desde 2008: pelo menos 1,8 milhão de dólares por 30 segundos de aparição, segundo dados do New York Times.

Ano passado, a média foi de 1,7 milhão, mas a Academia de Hollywood chegou a amargar dias ainda mais negros. Em 2008, ano de “Quem Quer Ser Um Milionário?”, o mercado estava abalado pela recessão norte-americana e viu os preços despencarem para cerca de 1,3 milhão.

Mais jovem e menos “mofado”

Agora, que o pior já passou, a demanda das marcas foi a maior dos últimos dez anos, afirmou a vice-presidente de vendas do horário nobre do canal, Debbie Richman, em entrevista ao New York Times. “Todos os espaços foram vendidos e com uma ótima margem”, disse.

Para conseguir voltar aos trilhos, os organizadores tiveram de incorporar uma boa dose de frescor. Um exemplo vem de uma discreta porém significativa mudança: pela primeira vez desde que foi criada, a festa mudou oficialmente de nome.

No lugar do “The 85th Academy Awards”, em 2013 ela passou a ser apenas “The Oscars”. A mudança foi confirmada por Neil Meron, co-produtor da cerimônia deste ano, em janeiro: “Fizemos um reposicionamento. O nome antigo trazia uma perspectiva ‘mofada'”, explicou ao site The Wrap.

A tentativa de capturar olhares jovens também explica a aposta no apresentador Seth Macfarlane, criador das séries politicamente incorretas “Family Guy”, “American Dad” e “The Cleveland Show”. No seu vídeo de apresentação, o comediante foi cirúrgico: “Meu nome é Seth MacFarlane (pergunte a seus filhos) e vou apresentar o Oscar (pergunte a seus pais) no dia 24”.

Conhecido no meio como o Super Bowl das mulheres, a transmissão faz parte de alguns dos últimos redutos de larga audiência da TV norte-americana. No ano passado, foram 39,3 milhões de espectadores – 62% do público é feminino e 45% está na faixa de 18 a 49 anos, de acordo com a Nielsen.

Fonte: Redação/ Exame

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