‘Praia do Futuro tem história de amor entre dois caras, mas não é romance’, diz Wagner Moura

Um herói partido ao meio. Esse também poderia ser o título de “Praia do Futuro”, filme dirigido por Karim Aïnouz, que traz no elenco o baiano Wagner Moura, o pernambucano Jesuíta Barbosa e o ator alemão Clemens Schick. A pré-estreia do longa-metragem aconteceu na noite desta quarta-feira (7), no UCI Iguatemi, com a presença do diretor e dos atores que interpretam o casal protagonista: Wagner e Clemens. A estreia de “Praia do Futuro” está prevista para a próxima quinta-feira, 15 de maio.
 
O enredo do filme gira em torno da história de Donato (Wagner Moura), salva-vidas da Praia do Futuro, um dos bairros da cidade de Fortaleza (CE). Considerada uma das praias mais perigosas do país e com um alto índice de afogamentos, Donato trabalha na região. Ao fracassar em um resgate pela primeira vez, ele conhece o alemão Konrad (Clemens Schick). A partir daí, os dois começam uma intensa relação de amor, que move o salva-vidas a se mudar para Berlim, deixar o passado na sua cidade natal para trás e recomeçar a sua vida. Anos depois, o irmão mais novo de Donato, Ayrton (Jesuíta Barbosa), resolve ir para Europa em busca do seu herói perdido.  
Para Wagner Moura, o romance entre dois homens é uma coisa forte na narrativa, mas não é o aspecto principal. “Eu acho que quando a gente começa a falar dessas coisas, dando muita ênfase, o subtexto é o preconceito. Esse é um filme sobre pessoas. O fato de ele ser gay ou não, não deve ser um assunto. ‘Praia do Futuro’ tem uma história de amor entre dois caras, que é super bonita, mas o filme não é um romance”. Wagner ainda acrescenta que Donato é um herói que vive uma vida que não é a dele. “Quando ele perde um salvamento na praia, começa a se fragilizar e entra num processo para virar outra pessoa”, acrescenta. 
 
Este é o quinto filme da carreira de Karim Aïnouz, que tem no currículo prestigiados trabalhados como “Madame Satã”, “O Céu de Suely” e “Abismo Prateado”. O diretor afirma que todos os seus filmes têm algo de autobiográfico e com “Praia do Futuro” não seria diferente. “Eu saí de casa aos 17 anos e fui para o mundo. Então, o sentimento de Donato é uma sensação que eu conheço e que me fez muito bem. Mas nunca são autobiografias diretas, são sensações que você experimenta”. De acordo com ele, que viveu num bairro perto da Praia do Futuro em Fortaleza, o mote principal do filme é a iniciativa de um personagem que vai embora para o mundo e nunca mais volta. 

Fonte: Luis Fernando Lisboa/ Foto: web.

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