A REVISTA VEJA É O LÚMPEN DA IMPRENSA DA CASA GRANDE

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A última capa dessa revista de maus presságios, que odeia o Brasil e seu povo é o exemplo pronto e acabado do quanto uma publicação pode cada vez mais ficar decandente.

 

A sociedade brasileira tem a exata compreensão de que a imprensa de negócios privados e de direita pertencente aos magnatas bilionários de todas as mídias privadas tem lado partidário, cor ideológica e propósitos políticos e econômicos inconfessáveis, que deixariam um verdugo com as faces coradas de tanta vergonha.

 

Contudo, e apesar de essa imprensa em geral ter rasgado todos códigos do jornalismo para se transformar em um partido direitista a serviço do establishment, a revista Veja – a Última Flor do Fáscio dos irmãos Civita – se destaca nesse mar de lama transformado em uma gigantesca pocilga.

 

Mesmo com dificuldades financeiras para se manter, Veja – o lúmpen das publicações – continua a caminhar por veredas tortuosas, sempre em busca de achincalhar e desqualificar seus adversários, bem como manipular, dissimular e, se necessário, mentir para o público, porque o objetivo é desestabilizar o Governo Trabalhista e, se possível, as instituições republicanas.

 

Panfleto político de péssima qualidade editorial, o brucutu dos Civitas não desiste de sua leviandade vã e de sua vocação para o submundo, como ficou comprovado somente em dois episódios, porque os são às centenas no decorrer dos anos, como nos casos da aliança de Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além da tentativa de influenciar nas eleições presidenciais de 2014 quando tal libelo, a fim de favorecer o candidato do PSDB, Aécio Neves, antecipou sua distribuição nas bancas, residências e repartições públicas, pois evidentemente considerou que cooperaria para que o tucano vencesse as eleições.

 

A capa de Veja, com o Lula e a Dilma, e a sombreá-los o título “Eles sabiam” foi uma demonstração de o quanto essa imprensa comercial e privada, originária do século XIX e início do século XX é ousada e vocacionada para a disputa política, sem, no entanto, assumir de forma transparente e objetiva seus interesses, a exemplo da manipulação sistemática que faz com os leitores, ouvintes e telespectadores, ainda mais quando tais cidadãos tem vocação conservadora, são politicamente reacionários e se mostram contrários à ascensão social da parcela mais pobre da população. Muitos denominam tais indivíduos de coxinhas de classe média.

 

Uma manipulação dos fatos e dos acontecimentos praticada pela mídia hegemônica e de mercado tão constante e incansável, que se tornou um processo de cooptação e até mesmo de lavagem cerebral de grande parte da classe média colonizada, que despreza o Brasil e que sonha em ser rica, a ter como exemplos inquestionáveis dessa “lavagem” a questão do marco regulatório para os meios de comunicação, o caso do “Mensalão” e a operação “Lava Jato”.

 

Operação que no momento tem como cerne desse grave caso a corrupção na Petrobras cometida por servidores de carreira em cargos de poder e mando, aprovados em concurso público nos anos 1970 e 1980, que passaram por vários governos, cujos crimes foram descobertos pela Polícia Federal sob o comando de mandatários trabalhistas do PT, governantes que determinaram demissões, e, com efeito, a prender criminosos de colarinho branco como nunca antes aconteceu na história deste País.

 

Servidores, executivos e empresários poderosos e influentes estão na cadeia. Só resta agora ao Estado brasileiro prender juízes e promotores que favorecem aliados políticos e ideológicos, pois escamoteiam os crimes daqueles que eles consideram parceiros da luta pelo poder, além dos interesses de classe social e da permanência, de preferência para sempre, da manutenção do status quo.

 

Quando o Brasil em nome de seus cidadãos começar a pôr na cadeia juiz e promotor que protegem aliados políticos e empresários ricos que cometem crimes, em uma blindagem que envergonha o Ministério Público e o Judiciário, aí, sim, teremos um País melhor, justo, democrático, com seu povo definitivamente emancipado e pronto para conquistar o desenvolvimento que os brasileiros do passado e do presente tanto sonharam e lutam para concretizar esse legado. Ponto.

 

Enquanto isso a sociedade desta Nação honrada tem que ainda conviver com um pasquim praticante de um jornalismo barato, de quinta categoria, de pefil fascistoide, como o é o da Veja, panfleto também conhecido pela alcunha de “Detrito Sólido de Maré Baixa”, que rompeu definitivamente com a civilização e se transformou em uma ponta de lança sórdida de interesses bárbaros e inconfessáveis, que se o diabo porventura os conhecesse certamente lamentaria tanta vilania e falta de qualquer ética quando se trata de publicar e repercutir seu jornalismo de esgoto, que, por sinal, é o mais autêntico praticado por essas bandas tupiniquins.

 

A última capa dessa revista de maus presságios, que odeia o Brasil e seu povo é o exemplo pronto e acabado do quanto uma publicação pode cada vez mais ficar decandente ou mergulhar profundamente no lodo de onde busca e capta sua essência.

 

As cores de sua capa, similares às do PSDB, retratam o quanto tal pasquim atingiu os píncaros da iniquidade, da transgressão e do despotismo.

 

Realmente, a ausência de um marco regulatório leva essa gente a confundir liberdade de expressão com leniência, leviandade, virulência e irresponsabilidade.

 

A revista Veja é o maior exemplo para a sociedade e para os jovens e futuros jornalistas de como não se deve fazer jornalismo.

 

A verdade é que a “Última Flor do Fáscio” se supera, pois somente se iguala à “doutrina” praticada no Instituto Millenium, uma “escola” controlada pelos magnatas bilionários de imprensa, que “ensina” como se deve conspirar e manipular a verdade para lá na frente, se tiver oportunidade, derrubar governos e governantes quando estes são de esquerda e principalmente trabalhistas.

 

Nada mais parecido com o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), que cooperaram para derrubar o presidente trabalhista João Goulart, herdeiro político de Getúlio Vargas.

 

Seria hilário se a repetição dessas realidades não fosse perigosa e trágica para os interesses do Brasil.

 

A direita brasileira e da América do Sul odeia os trabalhistas, porque foram eles, quando estiveram no poder, que desenvolveram suas nações, ordenaram o trabalho e efetivaram os direitos dos trabalhadores. Isto é imperdoável para a burguesia. É histórico.

 

Não há o que contestar. Só se mentir, como o fazem os “historiadores”, ou seja, os contadores de estórias e editorialistas empregados da imprensa familiar e empresarial amalocados no Instituto Millenium, de vocação golpista e americanófila.

 

Então é assim: Veja resolve publicar mais um panfleto politico com as cores dos tucanos, pássaros de bicos longos e voos curtos, bem como derrotados quatro vezes pelo PT. Tal “reportagem” sem discernimento e seriedade contesta as promessas de Dilma Rousseff, aquela que derrotou o playboy Aécio Neves e toda a parafernália midiática que o apoiou antes, durante e depois do processo eleitoral.

 

Veja, o pasquim que não tem nenhuma condição moral e jornalística para cobrar nada de quaisquer pessoas ou institiuições ou entidades, considera que Dilma vai efetivar o programa econômico liberal de Aécio Neves e Armínio Fraga, quando a verdade é que a mandatária petista vai, sim, fazer ajustes necessários, mas sem perder o norte de suas administrações, que é garantir os direitos dos trabalhadores, promover o desenvolvimento e trabalhar pela inclusão social.

 

E é o que interessa, porque as condições da economia mundial não são das melhores, bem como o Brasil vai ter de enfrentar dias mais duros, porque a situação econômica de hoje não é igual, por exemplo, ao segundo mandato do primeiro governo Lula e aos dois anos iniciais do primeiro Governo Dilma Rousseff.

 

O resto é conversa fiada de jornalistas comprometidos com os interesses de seus patrões, de rentistas de grandes empresas, de jogadores das bolsas de valores e do mercado financeiro, além de afirmativas de “especialistas” de prateleiras da Globo News, da Globo, da CBN, da Jovem Pan e de suas congêneres.

 

As mídias alienígenas são afeitas a criar crises artificiais e, consequentemente, gerar confusão na economia com o propósito de desestabilizar governos, bem como conquistar apoio de uma classe média coxinha, alienada, que faz questão de ficar do lado dos ricos que a explora e nunca a convida para participar de seus saraus e regabofes na Casa Grande. Rico não se mistura, e somente casa com rico, com raríssimas exceções.

 

A verdade é que a Veja deveria se desestatizar, já que o pasquim elogia e defende tanto a iniciativa privada, bem como deveria parar de viver do dinheiro público, como o faz a Editora Abril, que sobrevive graças às cinco mil assinaturas distribuídas em escolas e repartições públicas de São Paulo, além de receber dinheiro do Governo Federal, como ainda fazem os Correios.

 

Por sua vez, o Governo Trabalhista decidiu cortar as verbas publicitárias de Veja pagas pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras. São R$ 6,1 milhões anuais, o que, sobremaneira, deve prejudicar os cofres de uma das piores revistas publicadas neste País e que não tem qualquer compromisso com seu desenvolvimento e o bem-estar da Nação.

 

Ainda é pouco, porque os crimes que Veja cometeu deveriam ser julgados tais quais aos do magnata bilionário australiano, Rupert Murdoch, cujos editores e chefes de redação cometeram crimes de espionagem com a finalidade de escandalizar as notícias e, por seu turno, favorecer a vendagem dos jornais de seu conglomerado midiático, bem como enfraquecer politicamente e socialmente autoridades e celebridades que, porventura, foram espionadas ilegalmente.

 

O Governo Dilma e sua Secretaria de Comunicação há muito tempo deveriam suspender a publicidade desses veículos privados e que se comportam como inimigos do País, porque não concordam com os programas de governo e o projeto de País apresentados ao povo brasileiro e por ele aprovado nas urnas. Veja é o lúmpen da imprensa da Casa Grande. É isso aí. 

Fonte: Davis Sena Filho

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