Iluminismo propiciou a primeira revolução sexual

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Os iluministas negavam os valores medievais, eles julgavam o período anterior como a sua antítese. Com o Iluminismo, uma nova era de desenvolvimento teria início. Apostavam no poder da razão contra o obscurantismo religioso e no resgate da república, que suplantaria o regime monárquico.

Segundo o historiador Faramerz Dabhoiwala, a mudança que o iluminismo propiciou extrapolou o debate político e a disputa entre fé e razão. Esses conceitos alteraram noções sobre verdade, natureza e moralidade em quase toda a população ocidental.

“A revolução sexual demonstra como os modos de pensar iluministas se propagaram de maneira vasta e veloz, e quais efeitos importantes eles surtiram nas atitudes e comportamentos populares”, escreve Dabhoiwala em “As Origens do Sexo”.

Para o autor, foram teóricos do século 17 e 18 que moldaram a maneira com que nos relacionamos com a sexualidade hoje. Ao questionarem os fundamentos do pensamento religioso, a imoralidade sexual também foi colocada em debate.

“Embora não haja registros de que Jesus tenha dito muita coisa sobre o assunto, ele obviamente não endossaria o adultério ou a promiscuída, e os líderes posteriores desta religião desenvolveram doutrinas cada vez mais restritivas de moralidade sexual”, conta.

“As Origens do Sexo” traz a análise da mudança de comportamento que se tornou característico da modernidade. O volume é o resultado de mais de 20 anos de dedicação à pesquisa de registros da vida privada, obras de arte, documentos jurídicos e tratados filosófico.

Professor de Oxford e membro da Royal Historical Society, “As Origens do Sexo” é o primeiro livro de Dabhoiwala. “Uma das estreias de não ficção mais bem sucedidas dos últimos anos”, segundo o jornal britânico “The Independent”.

Fonte: Faramerz Dabhoiwala

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