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“Não tenham medo da prisão; qualquer coisa, tem indulto do Bolsonaro”, diz Camargo

Os dois coisos.

Sérgio Camargo (PL), ex-presidente da Fundação Palmares, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), nas redes sociais, e fez referência à graça – espécie de indulto individual – dada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), após condenação na Corte.

“Não tenham medo de serem presos. Coloquem a nota que acham que o STF merece. Qualquer coisa, tem indulto do Bolsonaro“, diz Camargo na publicação, acompanhada de uma foto da fachada do STF com a pergunta “De zero a dez, que nota você dá ao STF?“.

Daniel Silveira foi condenado pelo plenário do STF a 8 anos e 9 meses de prisão na última quarta-feira (20) por ameaças a ministros da Corte.

No dia seguinte, Bolsonaro concedeu a ele o instituto da graça, uma espécie de indulto individual.

Bolsonaro justificou que Silveira estaria “resguardado pela inviolabilidade de opinião deferida pela Constituição“, dizendo que a condenação do deputado deixou a sociedade em “legítima comoção“.

Exoneração da Fundação Palmares.

Um dia após se filiar ao Partido Liberal (PL), Camargo entregou o cargo de presidente da Fundação Palmares para poder concorrer a uma vaga como deputado federal.

No último dia 2, Camargo se pronunciou nas redes sociais sobre sua saída do governo. “Chora, negrada vitimista“, disse, compartilhando foto ao lado do presidente Bolsonaro e manchetes de veículos de comunicação sobre sua exoneração.

“Sou o terror dos afromimizentos e libertei a Palmares KKK. A batalha continua na Câmara Federal”, declarou.

Não foi a primeira vez que Camargo usou essas palavras. Em setembro do ano passado, em evento organizado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL), ele comentou: “Sou o terror dos afromimizentos, da negrada vitimista, dos pretos com coleira. Não tenho medo deles”, disse.

Durante o seu discurso, Camargo comentou que a Fundação Palmares “tem no seu DNA o gene da vitimização, do rancor e do ressentimento”.

“Passou 31 anos sob o comando de gestões da esquerda, que cometeram lá todo tipo de ilícito e desmandos, e agora com a minha chegada, há 1 ano e 8 meses, estão em estado de choque, estão realmente desnorteados. Eles nunca viram um negro que dissesse na cara deles que eles são o que são: imbecis raciais”.

Ele também disse que, antes de assumir a presidência do órgão, “a Palmares era uma senzala marxista ou, se preferirem, uma senzala vitimista”.

“Havia ali um profundo culto da vitimização, do ressentimento. Ficamos chocados com o volume gigantesco de livros de Mao Tse-tung, Josef Stalin, Che Guevara, Carlos Marighella. Ali era um centro de doutrinação do negro, era uma entidade, uma instituição federal obscura”, reclamou.

Camargo ponderou que a Fundação Palmares “tem um significado simbólico muito grande para a militância negra e para a esquerda”.

“O que estou fazendo lá tem um significado simbólico poderoso. A gente está demolindo uma agenda que é perniciosa, que divide e que deve ser jogada na lata do lixo, pois é imprestável para a nação brasileira”.

Durante sua gestão, Camargo, fez duras reclamações à própria instituição e condenou quem busca se vitimizar por conta da cor da pele. Ele também criticou o movimento negro, negou que o Brasil seja um país racista contra afrodescendentes e defendeu que o crime de racismo também deve ser aplicado para quem ofende pessoas brancas.

Informações de Sérgio Camargo

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