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Professor branco ‘enforca’ boneco negro em sala de aula e é confrontado por aluno

Boneco negro pendurado pelo pescoço em sala de aula

Um professor branco de História foi afastado da escola de ensino médio em que lecionava, em Chicago, nos Estados Unidos, após pendurar um boneco negro pelo pescoço em um cordão dentro de sala de aula.

A escola em questão foi frequentada pela ex-primeira-dama dos EUA Michelle Obama.

No momento da demonstração, um colega negro do professor se sentiu ofendido e eles entraram em uma discussão. O boneco pendurado representava um jogador de futebol negro, segundo o jornal Chicago Sun Times.

O caso ocorreu na última segunda-feira (28) no Whitney Young Magnet High School e foi denunciado por um outro professor de História, negro. A briga dos dois educadores foi gravada em vídeo e as imagens circularam pelas redes sociais.

“Infelizmente, houve um incidente em que um professor pendurou um pequeno boneco de futebol americano afro-americano por uma corda de uma tela de projetor em sua sala de aula“, afirmou a diretora da escola, Joyce Kenner, em um e-mail para pais e alunos.

“O professor indicou ter encontrado o boneco e que queria que os alunos o vissem esperando que alguém o reivindicasse. Um colega abordou o professor sobre o boneco e a conversa entre os professores ficou intensa“, disse.

O professor branco trabalhava há anos na escola. O caso está sendo investigado pela Comissão de Ensino de Chicago.

Em uma série de tuítes, o Sindicato de Professores de Chicago, que representa os dois professores, disse que o distrito “tem a responsabilidade de fornecer um espaço seguro para todos os membros das nossas comunidades escolares, o que é especialmente importante em um distrito que atende a uma população estudantil com 90% formados por crianças negras e pardas”.

“Entendemos que a investigação na Whitney Young está em andamento, mas as práticas que mitigam os danos dos preconceitos raciais também devem ser contínuas e consistentes em nossas escolas. E qualquer definição de ‘segurança’ deve incluir a criação e o reforço de um ambiente de equidade e inclusão para todos os alunos, funcionários e professores negros”.

Parece que não é a primeira vez que algo assim acontece com esse professor em particular.

Em uma petição pedindo a remoção do professor, os signatários disseram que o professor era problemático há muito tempo, segundo o Chicago Sun-Times. A petição reuniu mais de 400 assinaturas .

RPP com informações do Chicago Sun-Times

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