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A política em Feira de Santana se transformou na arte de enganar o povo/ Por Sérgio Jones

Cinismos, desfaçatez e todo tipo de engodo e artifícios são utilizados de forma inescrupulosa por parte das autoridades políticas no município de Feira de Santana.

Juntos, suas excelências mui dignos e conceituados representantes do povo, continuam a apresentarem um festival de bizarrice principalmente quando o tema a ser tratados são as realizações de ações perpetradas no combate à Covid-19.

A fiscalização nos ônibus no município, afirma o secretário Saulo Figueiredo, sem muita convicção, são realizadas nos terminais de transbordo Central, Norte e Sul. Todo os serviços estão sendo intensificados pela Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

O mais hilário, se não fosse trágico, é o papel a que se prestou o secretário da pasta, na manhã dessa quarta-feira (17) ao afirmar que “medidas sanitárias”, estão sendo realizada por parte das concessionárias de transporte, estabelecidas pelos órgãos de saúde. Pode até ser verossímil as suas palavras, mas em parte, não na sua totalidade.

Prossegue ele: “É necessário que o passageiro também faça a sua parte respeitando o distanciamento, não aglomerando em filas, e utilizando a máscara corretamente no período que estiver no terminal e nos ônibus”.

Como se tais palavras ou conselhos pudessem ser prontamente cumpridas pela população.

Nos horários de pico os ônibus circulam com lotação muito acima do permitido, O quadro é dantesco e desrespeitoso para com a povo feirense.

Não podemos incluir nesse ambiente a classe política, uma vez que eles não utilizam esses serviços. Circulam pela cidade em carros particulares amplamente refrigerados, mantidos com recursos do suor dos trabalhadores.

Tal comportamento, por parte destes políticos, demonstra que no Brasil nem todos são iguais perante a lei, talvez em teoria, não na prática.

Isso explica o porquê os serviços e a qualidade dos transportes públicos, além de muitos outros como saúde e educação apresentem baixa qualidade e não atenda satisfatoriamente a demanda da coletividade.

Problema em nosso município se arrasta por aproximadamente duas décadas. Coincidência ou não, o mesmo tempo em que permanece o grupo político capitaneado pelo Imperador da Caatinga, o ex-prefeito José Ronaldo.

O mais estranho, é que o secretário continua insistindo em seu discurso patético e digno de quem tenta estupidamente tapar o sol com a peneira. Ele afirma que, diariamente, as garagens das empresas são vistoriadas e a frota autorizada a circular somente após a equipe da Divisão de Fiscalização da SMTT avaliar as condições operacionais dos ônibus.

Ele quer enganar a quem com esse discurso piegas? Provavelmente a si mesmo. Como já sentenciava sabiamente velhos pensadores: a política nada mais é do que a arte de enganar o povo; se unir de qualquer jeito, com quem quer que seja, para se manter nas tetas…comendo e se fartando do filé mignon!

Enquanto falta pão na mesa do trabalhador.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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