A vida é injusta às vezes; ainda assim, indiscutivelmente maravilhosa.

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email
Carlos Lima

Apesar de todos os problemas que podemos enfrentar, apesar dos problemas de saúde que possam surgir ao longo de nossas vidas, devemos sempre dizer que temos uma vida maravilhosa.

Por que uma vida maravilhosa?

Porque estamos vivos, porque a vida é única e é uma dádiva de Deus.

Mesmo com os problemas que batem em nossas portas e entram sem pedir licença, principalmente aqueles que dizem respeito à saúde.

Nesses casos precisamos definir as nossas prioridades e criar o equilíbrio necessário, para aceitar esse novo inquilino em nossas vidas.

Às vezes conseguimos determinar o seu tempo em nossa casa, outras vezes eles se instalam permanentemente.

O permanente é difícil. Mas nada melhor do que uma boa convivência. E ele pode nos dizer: “Você pode estar doente, mas pelo menos você não está tão ruim assim”.

Geralmente esses hospedes permanentes só nos aparece depois de certa idade. O risco de sua chegada geralmente começa aos 40 anos.

Não sei, mas, aprendi que se sentir bem e ter saúde não são necessariamente à mesma coisa.

Quase sempre lutamos por uma boa aparência, é algo que nos faz sentir normal e nos encoraja a trabalhar e alimentar o nosso inquilino.

Por outro lado também é necessário para que possamos desfrutar do respeito, da credibilidade para desempenhar as nossas funções com eficiência. E, ainda assim contamos com aqueles que desejam a nossa partida com a maior brevidade possível.

Na verdade, às vezes temos um comportamento, que não é o que verdadeiramente sentimos?

Sabe por quê? Porque existe uma diferença entre a apresentação intencional de uma vida saudável e de uma vida sob as restrições de uma doença.

Nós nos esforçamos para apresentar nosso ser mais saudável para o mundo.

Muitos não sabem do esforço, da luta e do sacrifício para operar ou não.

Não conhecem os momentos de desespero que se passa, principalmente dentro das nossas casas.

Na maioria das vezes é preciso ocultar a doença. Existem casos em que sua capacidade profissional passa a ser questionada por causa de sua existência.

Você perde as oportunidades, perde a confiança nas suas decisões, passa a ser um coitadinho, e em algumas vezes perde até o emprego.

Somos capazes, temos a força da vida, a força que muitos que se dizem bem de saúde não possuem. Vamos continuar trabalhando, se tiver oportunidade, até o último dia de vida.

Eu me lembro de uma conversa que tive com um colega de trabalho, talvez bem intencionado.

Embora soubesse que eu tinha um problema de saúde, ele disse que deveria me encostar. – O chefe não era de confiança e poderia me colocar na rua a qualquer momento, principalmente porque os meus comentários eram fortes e ele não entendia.

Disse-lhe que não era proprietário da empresa, que estava em condições de trabalhar e não tinha nenhuma razão para me encostar.

O colega voltou a tentar me convencer dizendo: – Olha você já foi sacado de um e o outro não vai demorar.

Não sei onde encontrei tanta calma e lhe expliquei que eu não era assim.

Pois bem, aprendi que se deve viver todos os dias como uma aventura. Às vezes, a aventura segue o seu curso, e você deve estar presente para as exigências do momento e encontrar o caminho para a próxima vez, e dessa forma que estou vivendo, um dia de cada vez.

Esse está sendo o meu ponto de equilíbrio.

Muitas vezes não é possível fazer tudo da forma como eu quero. Tenho que definir prioridades. Dando mais para o que interessa mais. Até quando for possível.

Hoje eu sou o dono da minha vida.

Carlos Lima

OUTRAS NOTÍCIAS