Administração de Colbert: preservação da vida é apenas um mero e desprezível detalhe/ Por Sergio Jones

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Com a aproximação das eleições os políticos, como sempre, feirenses começam a tentar mostrar serviço e no vale tudo por dinheiro e poder. Eles prosseguem em suas velhas práticas antropofagistas. Cada um se preocupa em desconstruir o outro, objetivando ganhar a simpatia do eleitor.

Como já é de praxe, o vereador oposicionista Roberto Tourinho (PSB), em discurso durante o reinicio dos trabalhos parlamentares nessa segunda-feira (3), voltou a fazer duras críticas a administração do prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins, por conta das condições precárias no município, sendo a zona rural a área mais castigada.

Em sua defesa o mandatário elegeu como responsável pelos estragos uma espécie de general inverno que este ano vem sendo considerado ‘rigoroso’, para os nossos padrões climáticos.

O que fica patenteado mesmo, é a incompetência generalizada do poder público diante da situação em que se encontra o município há várias décadas. O problema é crônico e se nada for feito para se mudar essa situação, ela vai continuar existindo e se prolongando por mais tempo.

As vias de trânsito se encontram totalmente congestionadas tendo a situação se agravado com as obras de Revitalização do Centro Urbano da cidade, denominada com o pomposo nome de Novo Centro. O curioso é que ao longo de quatro anos nada foi feito, só agora em ano eleitoral é que a velha e carcomida ordem se sensibiliza e resolve graciosamente dar início a obra. O Centro pode ser Novo, mas a velharia política continua sendo a mesma.

Na pressa de mostrar serviço em ano eleitoral, prática que se repete de forma contumaz, entre nós. Ao que parece dessa vez o tiro saiu pela culatra e a obra que está sendo realizada em período de chuva se transformou em uma grande cagada, que está melecando a todos.

Claro que para uma administração desastrosa que se repete por um grupo político ao longo de duas décadas não quer assumir o ônus da situação o que interessa para eles, são os bônus e esses, praticamente inexistem ou são raros.

Enquanto isso, os lacaios de plantão, a soldo do executivo, são céleres e saem em defesa do governo pedindo paciência para as pessoas que já não sabem o significado, nem o sentido dessa palavra, faz tempo.

O problema da pandemia em Feira continua ceifando vidas, enquanto os políticos correm atrás de cifrões e de poder. A preservação da vida humana que deveria ser o principal centro das atenções de todos, em especial do poder público, se torna em um mero e desprezível detalhe.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com

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