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AINDA TEMOS O QUE FAZER

Maçonaria Plena

A Maçonaria é uma sociedade filosófica, filantrópica e progressista que abarca etnias, credos e a fraternidade entre as gentes. Exalta a ciência que eleva e ensina a respeitar a justiça em prol das relações com o indivíduo e conta que o trabalho e a cultura dignificam e os tornam independentes, tal quais os Demolays, guardiães da escola pública a que, antes, só os filhos dos abastados tinham direito.

Instiga a verdade e exorta a prática da virtude, enquanto o Grande Artífice contribui no indivíduo o discernimento para, alcançado o saber, escuse devoções e seu guia seja só a razão.

No alto o firmamento. No piso, as colunas zodiacais advertem sobre os lados obscuros dos signos, que requerem polimento.

Lá no Oriente, Atena, deusa da Justiça, da sabedoria e da humanidade sobre as paixões, inspira o Venerável. No Ocidente, ao norte, mirando os Aprendizes, Héracles, deus da força, teme perdê-los, pois, no Sul desafiando-o, Afrodite, deusa da beleza seduz os Companheiros. É o trio que esculpe o Compasso. O Esquadro é a terra, afável e geradora da vida.

Enquanto, no Poente, numa triangular, uma síntese de procederes tal qual a Constituição ou Código Civil estatui a paridade legitimada pela roda dentada que nos diz: apesar de sortidos, somos todos iguais.

Meio-dia, o Sol no zênite, finito como nós. Difere na liberalidade por energizar bons e maus e dispor do seu tempo a deleitar-se de belas mulheres na areia porque, um dia, se apagará e toda vida na terra perecerá. Mas, o olhar enviesado das religiões, sobretudo a de Roma em relação à Maçonaria é coerente. Cremos num Princípio Criador e buscamos a verdade.

É que, as religiões idealizaram um Deus antropomórfico para atender suas necessidades. Fiéis, até O chantageiam com pactos e esmolas barganhando o paraíso. Melhor seria, admitirem a culpa da miséria, as suas faltas de reação pela riqueza na mão de poucos. O Deus do Maçom está em nós, ajudando-nos a polir a pedra.

Ao combater a superstição e o fanatismo, quer os seus livres, conscientes dos deveres para com os semelhantes e consigo mesmo, respeito aos governos consagrados em sufrágios previstos em lei como tem sido até agora.

Arriba do portal do Átrio, um Olho espia. É a indagação: estás sendo correto? Ela quer que os seus aperfeiçoem-se e desenvolvam a criatividade que gera eventos inspiradores. Não entende ser possível o progresso, senão na base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os indivíduos.

Mas é defeso ignorar no nosso meio: o dinheiro da Lei Rouanet (8.313/1991) vem das empresas, não dos governos e, no mais, apesar da primeira chapa ter sido brilhante pela organização e premissa da honestidade, é sábio experienciar a Segunda, pois todos são aptos a gerir a Grande Loja pelo amor que têm à causa e a luta pela unidade e harmonia.

Feira de Santana, 11 de abril de 2024.

Jessé da Costa Primo∴ membro da Loja Maçônica Luz e Fraternidade 14.

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