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Bolsonaristas e a estupidez em seus múltiplos sentidos/ Por Sérgio Jones

Os bolsonaristas são os coveiros do país

Que me perdoe o naturalista inglês e autor do livro “ A origem das espécies” Charles Robert Darwin ao ousar discordar dele, em parte, quando sentencia que características favoráveis ao meio no qual o organismo está inserido e são hereditárias tornam-se mais comuns nas próximas gerações de uma população.

Enquanto em ambientes com características desfavoráveis vão desaparecendo, uma vez que geram desvantagens a seus portadores e pode impedir o seu sucesso.

Se essa assertiva prevalece, o grande questionamento a ser feito é: o que justifica a existência de seres deletérios como o presidente genocida Jair Bolsonaro e de seus dementes seguidores?

A exemplo de declarações preconceituosas e machistas tipo ao do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que tomaram conta das redes sociais após ele ser indicado por Jair Bolsonaro para o cargo.

Dentre as inúmeras declarações estúpidas proferidas por ele, merece destaque a infeliz observação feita com relação a inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Durante um de seus pronunciamentos bestiais e fora de contexto, o filho de chocadeira, defende o que qualifica de forma irracional o considera como “comportamento racional” dos empresários porque “mulher engravida” e “falta mais para ir ao médico” do que os trabalhadores do sexo masculino.

“Não necessariamente é discriminação, é simplesmente o comportamento racional do empresário. Se o casal tiver um filho, provavelmente é a mulher que vai cuidar do filho. Aí você vai dizer para mim: ‘Adolfo, mas o homem fica bêbado mais que a mulher? Fica. Então, menos para o homem neste ponto.

Mas também quem vai mais ao médico é a mulher, então, ela vai faltar mais para ir ao médico. O empresário está fazendo essas contas”. Argumento que podemos considerar como “primoroso”, proferido por parte da besta.

E vai além em suas observações doentias ao falar sobre a licença-maternidade de seis meses o que considera ser um “crime contra a mulher” e que quando um homem vê a mulher “com um bustiezinho, uma calça colada, você fala assim: ‘pô, essa mulher deve ser solteira'”. “Pode me chamar de machista à vontade”, completou.

Para esse tipo de comportamento indigno de um ser pensante, só resta classificá-lo como machista, estúpido. Entre outras denominações para pessoas que acreditam que mulheres e homens têm papéis distintos na sociedade.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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