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Bolsonaro herda eleitores de Moro e Lula venceria no 2º turno, aponta Atlas

Bolsonaro x Lula

Pesquisa da consultoria Atlas, divulgada nesta segunda (10), aponta Jair Bolsonaro (sem partido) com 37% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022, enquanto Lula (PT) tem 33,2%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão em empate técnico no primeiro turno.

Desde março, Bolsonaro subiu 4,3 pontos e Lula, 5,6 pontos na pesquisa de primeiro turno.

Enquanto isso, os outros pré-candidatos caíram ou permaneceram como estavam. Se a eleição fosse hoje, ela seria polarizada entre o presidente da República e o ex-presidente, sem espaço para uma terceira via.

Segundo o levantamento, Ciro Gomes (PDT) foi de 7,5% para 5,7% no mesmo período.

Conquistou, dessa forma, numericamente o terceiro lugar, uma vez que Sergio Moro despencou de 9,7% para 4,9%.

No segundo turno, Lula ganharia de Bolsonaro por 45,7% a 41%. Em votos válidos, seria 52,7% a 47.3%.

Apenas outros dois candidatos ficariam numericamente à frente de Bolsonaro na etapa final: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (42,4% a 40,5%) e o ex-governador Ciro Gomes (41,9% a 40,9%).

Moro desidratou no período em que foi considerado parcial pelo STF
De acordo com o instituto, houve uma forte migração dos eleitores do ex-juiz e ex-ministro para o atual presidente.

O crescimento de Bolsonaro se deu, principalmente, entre homens, da classe média, com ensino fundamental do Sul e Sudeste – categorias em que Moro desidratou.

Entre os dois levantamentos, o plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato no Paraná, de julgar os casos relacionados ao ex-presidente Lula, o que anulou as condenações relacionadas tanto pelo tríplex no Guarujá quanto pelo sítio em Atibaia.

Ao mesmo tempo, o pleno da corte não mudou a decisão da 2ª Turma do STF que considerou que Moro não foi imparcial em analisar as ações contra Lula, declarando-o suspeito.

Ele já havia submergido após entrar em conflito com Bolsonaro, ao denunciar interferência do presidente na Polícia Federal, deixado o governo e ido trabalhar em uma consultoria na iniciativa privada. Hoje, mora nos Estados Unidos.

Outros nomes não marcaram 4 pontos: Luiz Henrique Mandetta (3,4%), Luciano Huck (2,1%), Danilo Gentili (2%), João Doria (1,8%), João Amoedo (1,5%), Marina Silva (1,3%), Eduardo Leite (1,1%), Tasso Jereissati (0,7%), Alexandre Kalil (0,6%), Michel Temer (0,2%). Não sabe, votos brancos e nulo: 4,5%.

Melhora da avaliação de Bolsonaro coincide com volta do auxílio emergencial.

A pesquisa também mostrou um aumento naqueles que avaliam o governo Jair Bolsonaro como ótimo e bom, passando de 25%, em março, para 31% em maio.

A avaliação de ruim e péssimo passou de 57% para 53% e a de regular caiu de 18% para 15%.

Questionados se aprovam ou desaprovam o desempenho do presidente, 57% disseram que desaprovavam, frente a 60% em março. E 40% aprovavam, diante de 35% no mesmo período.

No dia 6 de abril, o governo Jair Bolsonaro retomou o pagamento do auxílio emergencial para trabalhadores informais que havia sido interrompido no dia 31 de dezembro.

Nessa nova etapa, o governo está desembolsando parcelas mensais de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, por residência, dependendo da estrutura familiar.

O valor é menor que os R$ 600/R$ 1200 pagos no primeiro semestre do ano passado e dos R$ 300/R$ 600 transferidos no segundo semestre.

A volta do benefício, ainda que em valores considerados insuficientes para a manutenção de uma família (o piso equivale a 23% de uma cesta básica em São Paulo, segundo levantamento do Dieese), pode ter contribuído para melhorar a imagem do governo neste momento de segunda onda da pandemia e aumento no desemprego.

O total de pessoas que procuraram serviço sem encontrar chegou a 14,4 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de maio, após uma semana dos trabalhos da CPI da Pandemia.

Leonardo Sakamoto

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