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Bolsonaro: o psicopata continua a negar os seus crimes/ Por Sérgio Jones

No Brasil ocorre uma situação que podemos considerar atípica em que bandido, diante da justiça, se torna vítima e a vítima em bandido. Caso emblemático ocorreu precisamente na sexta-feira (25), que colocou, mais uma vez, o presidente genocida Jair Bolsonaro, de saia justa.

Ele adiantou, que vai abrir inquérito na Polícia Federal contra o deputado Luís Claudio Miranda (DEM-DF) responsável por ter alertado pessoalmente o presidente sobre irregularidades na compra do imunizante indiano Covaxin.

O arremedo de mandatário alardeou diante da imprensa: “Lógico que abrirei inquérito (contra declaração de Miranda). Olha a vida pregressa dele”. Como sentencia o velho e sempre atualizado ditado popular, macaco não olha para o próprio rabo.

Ele prossegue em sua tática e tenta aplicar a inversão do óbvio, como todo criminoso comum que torce para que o corpo da vítima não seja localizado, o que o mantém isento da prova do crime.

“Vocês querem imputar em mim um crime de corrupção que não foi gasto um centavo.”

Na sequência, o presidente Pinóquio volta a vomitar mentiras ao dizer ser incorruptível. “Estamos há dois anos e meio sem corrupção, a CGU, Controladoria Geral da União, funciona, vamos atrás de resolver o problema antes que ele ocorra”.

Todo o imbróglio teve início quando no dia 23, o deputado disse ter alertado o Jair Bolsonaro sobre evidências anormais nos trâmites do Ministério da Saúde na compra da vacina. Luís Claudio, irmão de Luís Ricardo Miranda, que é chefe do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde.

Em uma tentativa pífia que busca justificar o seu crime, o chefe do governo genocida afirmou que a vacina não foi comprada e que o documento apresentado pelo deputado estava errado.

“Foi comprada a vacina? Teve um documento, pelo que fiquei sabendo, que estava errado, faltava um zero lá e foi corrigido no dia seguinte”, acredite se quiser.

Em mais uma tentativa em fugir de suas responsabilidades, como sempre, prática rotineira. Diante da mídia afirmou que não houve superfaturamento no contrato de compra dos imunizantes e que “qualquer cego” veria um superfaturamento de 1.000%.

Em tese eu concordo com ele, qualquer cego enxergaria um superfaturamento nesse percentual. Mas no caso dele não se trata de cegueira e sim de corrupção. O saco dele é sem fundo, nunca enche.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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