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Brigas de egos entre prefeito e deputado é um tapa na cara do povo/ Por Sérgio Jones

Entrega de veículo ao Lar do Irmão Velho

A estreiteza mental de grande parte dos políticos brasileiros não acata as limitações do que entendemos como o bom senso do tolerável. Isso fica em evidência diante da contenda mesquinha travada entre o deputado federal petista José Neto e o prefeito de direito e não de fato, Colbert Filho (MDB), que ocupou recentemente as manchetes da imprensa feirense.

A picuinha política entre os dois teve como óbice uma nota publicada pela prefeitura de Feira de Santana sobre a doação de um veículo adaptado para cadeirante ao Lar do Irmão Velho.

A aquisição e doação do automóvel modelo Spin, avaliado em R$ 150 mil, foi viabilizada através de emenda parlamentar do citado deputado, conforme solicitação feita pela direção da instituição beneficente.

“É lamentável e inadmissível que a prefeitura tenha mentido para a população dizendo que estava doando esse veículo ao Lar do Irmão Velho, quando, na verdade, o mesmo foi comprado com emenda parlamentar do nosso Mandato.

Tentaram se autopromover perante essa instituição respeitada e que realiza um trabalho importantíssimo há mais de 60 anos em nossa cidade. Aliás, a prefeitura chegou ao ponto de colocar sua marca nas portas do carro, omitindo o nome do Lar do Irmão Velho que apenas recebeu os valores por parte dela, já que esse era o caminho para que cumpríssemos a entrega do automóvel através de emenda parlamentar impositiva”, criticou.

A entrega do veículo foi feita por Zé Neto ao vice-presidente do Lar do Irmão Velho, Wilson Pereira, na última sexta-feira (29), e contou com as presenças do deputado estadual Robinson Almeida, dos vereadores Professor Ivamberg e Silvio Dias, e do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Antônio Carlos Borges Júnior.

A disputa de egos por parte de suas excelências, acirradas com a aproximação das eleições, para demonstrar quem é o pai da criança, é ridícula. É bem verdade que o comportamento adotado pelo prefeito não foi nada ético. Mas o que não podemos esquecer que toda essa festa é bancada com dinheiro público.

A ação do deputado é meritória, mas não se pode considerar o ato como um favor e sim como obrigação. Favor mesmo é concedido pelo povo, que os elegem nas urnas. O que lhes permitem se refestelarem de muitas e inaceitáveis regalias, e de polpudos salários.

Enquanto se discute a entrega de um mísero veículo, a uma entidade filantrópica, muitos de suas excelências cortam os céus do Brasil em plena crise econômica, onde milhões de brasileiros se encontram desempregados e passando fome, viajando em seus confortáveis aviões particulares. Aja hipocrisia!

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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