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Colbert acredita que eleições esse ano deixará os políticos sem discurso voltados para os pobres/ Sérgio Jones

O prefeito Colbert Martins em recente entrevista concedida à imprensa feirense ao ser indagado se é a favor da mudança da data das próximas eleições, que deverá acontecer ainda este ano, disse ele ser favorável para que as eleições municipais sejam casadas com as de presidente, governadores, senadores e deputados federais, em 2022.

Para justificar a sua posição com relação a mudança do calendário político se utilizou de argumento pouco ou nada factível: o elevado índice de desemprego existente. O interessante é que eles, políticos, só vieram tomar ciência desse fato, agravado agora, com o advento da pandemia.

Ao que parece é que, por trás de toda essa conversa fiada, tomou gosto pela permanência na prefeitura e pretende adia-la por mais algum tempo, sem ter que passar pelo crivo eleitoral.

Mas se hipoteticamente as eleições fossem transferidas para 2022, o que tudo indica que não vai acontecer, Colbert e os seus demais congêneres teriam que se afastarem do poder, e juízes assumiriam as prefeituras.

Com essa mudança no jogo político, os prefeitos não ficariam impedidos de concorrerem à reeleição, mas ficariam todos impedidos de se utilizarem da máquina pública para abastecer a suas respectivas campanhas, como vem acontecendo.

Será que em algum momento, de pouca ou nenhuma lucidez, ele teve a impressão ou acreditou que com o adiamento da data eleitoral estenderia a sua permanência frente à máquina administrativa do município?

Dentre os muitos argumentos alegados pelo prefeito durante a entrevista um deles que merece destaque é de que as eleições ocorrendo, ainda este ano, não teriam representatividade democrática. E quando foi que passou a ter, essa representação deixou de existir faz tempo.

Outra pérola utilizada é de que não havendo o adiamento da data eleitoral, eles políticos ficarão sem discursos voltados para os pobres, desempregados e os que estão passando fome? A resposta é simples, basta ele manter o discurso de sempre.

Sérgio Jones, jornalista (sergioJones@live.com)

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