Com papa se recuperando de gripe, Vaticano confirma 1º caso de coronavírus

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© REUTERS / Remo Casilli

O Vaticano confirmou nesta sexta-feira (6) o primeiro caso do novo coronavírus na cidade-estado, ao mesmo tempo em que o papa Francisco se recupera de uma gripe.

Um paciente foi diagnosticado com COVID-19, doença provocado pelo vírus, na clínica de saúde que funciona dentro da cidade, informou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, segundo a agência AFP.

Várias medidas foram tomadas para evitar a disseminação do coronavírus entre os cerca de 450 residentes do pequeno estado. Escritórios do Vaticano foram fechados, assim como sua biblioteca. O hospital passou por um processo de higienização, embora a emergência tenha permanecido aberta.

Na semana passada, o papa, que tem 83 anos, apresentou sintomas de uma forte gripe, e surgiu a preocupação de que ele poderia estar infectado com o vírus. No entanto, seus testes deram negativo para a enfermidade.

Francisco, que perdeu partes de um pulmão devido a uma doença respiratória quando era jovem, ainda está se recuperando.

A clínica é usada por moradores, padres e empregados do Vaticano, assim como seus familiares. Todas as pessoas que passaram pela clínica estão sendo contactadas. O papa tem um médico particular, por isso não utiliza as instalações do local.

Itália é maior foco da doença fora da China

A Itália tem hoje o maior número de casos do novo coronavírus fora da China: 148 pessoas morreram no país, com mais de 3.800 pessoas infectadas. A maioria dos empregados do Vaticano moram em Lazio, onde foram registrados 44 casos de COVID-19.

Na quinta-feira (5), o Vaticano disse que considerava mudanças na agenda do papa para “evitar a disseminação” do novo coronavírus, mas não informou se Francisco seria mantido afastado de multidões e deixaria de apertar as mãos de visitantes.

No Brasil, até o momento, foram confirmados nove casos do novo coronavírus.

Segundo os últimos dados, o número total de pessoas infectadas por COVID-19 no mundo inteiro atinge 98.704, com 3.383 mortes registradas. China, Coreia do Sul, Itália e Irã são os países mais afetados.

Sputnik

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